Deus ex machina
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Nota: Se procura outros sentidos de termo, consulte Deus ex machina (desambiguação).
Deus ex machina expressão latina vinda do grego "ἀπὸ μηχανῆς θεός" (apò mēchanḗs theós), significa literalmente "Deus surgido da máquina".[1].
Sua origem encontra-se no teatro grego e refere-se a uma inesperada, artificial ou improvável personagem, artefato ou evento introduzido repentinamente em um trabalho de ficção ou drama para resolver uma situação ou desemaranhar uma trama. Este dispositivo é na verdade uma invenção grega. No teatro grego havia muitas peças que terminavam com um deus sendo literalmente baixado por um guindaste até o local da encenação. Esse deus então amarrava todas as pontas soltas da história[2].
A expressão é usada hoje para indicar um desenvolvimento de uma história que não leva em consideração sua lógica interna e é tão inverossímil que permite ao autor terminá-la com uma situação improvável porém mais palatável. Em termos modernos, Deus ex machina também pode descrever uma pessoa ou uma coisa que de repente aparece e resolve uma dificuldade aparentemente insolúvel. Enquanto que em uma narrativa isso pode parecer insatisfatório, na vida real este tipo de figura pode ser bem-vindo e heróico[2].
A noção de Deus ex machina também pode ser aplicada a uma revelação dentro de uma história vivida por um personagem, que envolva realizações pessoais complicadas, às vezes perigosas ou mundanas e, porventura, seqüência de eventos aparentemente não relacionados que conduzem ao ponto da história em que tudo é conectado por algum conceito profundo. Essa intervenção inesperada e oportuna visa a dar sentido à história no lugar de um evento mais concreto na trama[3].
A tragédia grega de Eurípides era notória em usar este dispositivo na trama[4].
Deus ex machina: o governo também manobra de maneira inteligente
*Leonardo Araujo
O governo acabou de executar hoje uma manobra de mestre visando a preparação da população e da mídia para o lançamento do PNBL.
A execução do plano começou na sexta-feira (23), quando a jornalista Miriam Aquino (Tele.Síntese), em atenção à imparcialidade e seriedade do boletim, foi contemplada com um "furo" exclusivo sobre as linhas mestras do PNBL e da reativação da Telebrás, desbancando a grande imprensa e permitindo que os setores diretamente interessados fossem assimilando a nova realidade durante o final de semana.
Para não desagradar a grande imprensa, logo após foi chamado o Jornal Valor Econômico, principal diário de economia do País e produto de uma associação entre o grupo Folha da Manhã e o jornal O Globo, com o compromisso de a matéria ser publicada somente hoje (26) na edição impressa. Merecendo capa, a reportagem complementou o publicado pelo Tele.Síntese e, pela penetração nacional do jornal, levou o assunto a todo o Brasil.
A manobra governamental teve seu ponto alto no dia de hoje, quando o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) publicou o seu Comunicado 46: "Análise e recomendações para as políticas públicas de massificação de acesso à Internet em banda larga".
Ora, o IPEA é uma fundação pública federal vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República. Suas atividades de pesquisa fornecem suporte técnico e institucional às ações governamentais para a formulação e reformulação de políticas públicas e programas de desenvolvimento brasileiros.
As conclusões do IPEA receberam imediata e ampla divulgação nos boletins especializados e, principalmente, na grande imprensa, passando a serem repercutidas pelas edições online dos grandes jornais e pelos telejornais das redes de televisão.
Finalizando o dia, a Agência Brasil divulgou entrevista de César Alvarez, complementando as idéias já publicadas pelo Tele.Síntese e pelo Valor.
Neste fim de noite, como em um passe de mágica, de repente o Brasil está passando a se dar conta que tem uma banda larga cara, com pouca penetração, burocratizada, ineficiente, com pouco futuro, etc., etc. etc., conceitos estes que serão fartamente divulgados pelos jornais de amanhã.
Assim, para um verdadeiro ápice teatral desta brilhante e inteligente manobra, nada melhor que uma solução Deus ex machina. Ou ainda, como nos filmes de far-west, está tudo ficando pronto para que o "mocinho" "PNBL", montado em seu belo cavalo "Telebrás", venha a galope salvar a "mocinha" "Banda Larga" das mãos dos mal-feitores, para aplauso e delírio dos cidadãos de bem deste País.
Então, que essa cavalgada seja breve!
*Leonardo Araujo é analista de informações
*Leonardo Araujo
O governo acabou de executar hoje uma manobra de mestre visando a preparação da população e da mídia para o lançamento do PNBL.
A execução do plano começou na sexta-feira (23), quando a jornalista Miriam Aquino (Tele.Síntese), em atenção à imparcialidade e seriedade do boletim, foi contemplada com um "furo" exclusivo sobre as linhas mestras do PNBL e da reativação da Telebrás, desbancando a grande imprensa e permitindo que os setores diretamente interessados fossem assimilando a nova realidade durante o final de semana.
Para não desagradar a grande imprensa, logo após foi chamado o Jornal Valor Econômico, principal diário de economia do País e produto de uma associação entre o grupo Folha da Manhã e o jornal O Globo, com o compromisso de a matéria ser publicada somente hoje (26) na edição impressa. Merecendo capa, a reportagem complementou o publicado pelo Tele.Síntese e, pela penetração nacional do jornal, levou o assunto a todo o Brasil.
A manobra governamental teve seu ponto alto no dia de hoje, quando o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) publicou o seu Comunicado 46: "Análise e recomendações para as políticas públicas de massificação de acesso à Internet em banda larga".
Ora, o IPEA é uma fundação pública federal vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República. Suas atividades de pesquisa fornecem suporte técnico e institucional às ações governamentais para a formulação e reformulação de políticas públicas e programas de desenvolvimento brasileiros.
As conclusões do IPEA receberam imediata e ampla divulgação nos boletins especializados e, principalmente, na grande imprensa, passando a serem repercutidas pelas edições online dos grandes jornais e pelos telejornais das redes de televisão.
Finalizando o dia, a Agência Brasil divulgou entrevista de César Alvarez, complementando as idéias já publicadas pelo Tele.Síntese e pelo Valor.
Neste fim de noite, como em um passe de mágica, de repente o Brasil está passando a se dar conta que tem uma banda larga cara, com pouca penetração, burocratizada, ineficiente, com pouco futuro, etc., etc. etc., conceitos estes que serão fartamente divulgados pelos jornais de amanhã.
Assim, para um verdadeiro ápice teatral desta brilhante e inteligente manobra, nada melhor que uma solução Deus ex machina. Ou ainda, como nos filmes de far-west, está tudo ficando pronto para que o "mocinho" "PNBL", montado em seu belo cavalo "Telebrás", venha a galope salvar a "mocinha" "Banda Larga" das mãos dos mal-feitores, para aplauso e delírio dos cidadãos de bem deste País.
Então, que essa cavalgada seja breve!
*Leonardo Araujo é analista de informações
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