quarta-feira, 28 de junho de 2017

Epístola 21 - Na Íntegra : Instrução Completa

Epístola 21 - Na Íntegra : Instrução Completa

http://ruiricardogalindomesquita.blogspot.com.br/2016/01/epistola-21-na-integra-instrucao.html
Epístola 21 -  Henrique VIII e George VI- Os Verdadeiros Protestantes; os Córneos; Anjos; Adão e Eva e a Serpente que Sibila e a Criação da Indústria Têxtil. O Meu Protesto Contra a Estratégia de Domínio da Espiritualidade Africana sobre o Brasil.

Henrique VIII protestou contra o Papa e fundou uma Religião em nome da verdadeira preservação da Sacrologia Hereditária que a Igreja vigente queria impedir a separação do Rei com sua a esposa quando ele desejava um herdeiro para o trono.
George VI protestou contra o Nazismo e não se aliou a Hitler e a Inglaterra foi a fiel da balança para libertar a Europa da ocupação Nazista.

Vários documentários da BBC ressaltam que o principal combate no Mundo Espiritual é o Combate ao Sistema Hipócrita, hipócrita não é a pessoa que mente, mas sim todo um sistema de Criação da Circunstância Inferior e está na raiz da Etimologia da palavra Hipócrita ( do Grego Hipos = baixo, inferior + Crita = cercar, conduzir, direcionar), ou seja Hipócrita é cercar, conduzir, direcionar para o inferior. 
No passado tivemos Grécia versus Persia, no Séc. XVII tivemos a guerra mantida pelo ouro da Espanha contra os Co-burgos, depois o Napoleonismo, depois o Nazismo, depois um terrorismo psicológico da Guerra Fria. E agora , nesse momento, qual a Degradação Espiritual, qual o Espírito de Corpo para degradar a Civilização que se move no momento atual??

E, agora, duas novas formas de ataque da mente por Sistemas Hipócritas estão em vigor no Mundo, uma bem agressiva coletivamente ataca com terrorismo coletivo as principais cidades do Mundo que é o terrorismo islâmico.

Uma outra forma de ataque da mente, mais sutil, mas não menos perigosa é o ataque africano da mente com a sua propagação pelo éter através de suas músicas e de seu sistema de crenças de baixo nível e de punição individual através da criação de um Sistema de Cercar Pessoas em Circunstâncias Inferiores, também gerando terrorismo individual, síndrome do pânico, surtos espirituais atacando a mente leiga indefesa, geram ostracismo, tentam conduzir ao homossexualismo, com forte espírito de corpo atacam inocentes e tentam conduzir às suas crenças africanas e quem se opõe a eles sofre essas consequências de perseguição e difamação.

O terrorismo Islâmico ele causa aversão imediata pela grande violência coletiva, mas o Sistema Hipócrita das Músicas Africanas vem de forma disfarçada gerando aceitação social da mente leiga com o Hip Hop, o Rap ( rapto da Mente), o Funk, e no Brasil, atacam também via ritmos africanos o samba, o pagode, afoxé, todos com percussão perigosíssima vindas do Candomblé e da Umbanda para conduzir a transes espirituais por aceleração do Ritmo do Subconsciente. 

Esses transes sempre são para Conduzir a Sistemas Hipócritas por dominação da mente leiga para uma espiritualidade africana de baixo nível, sempre fragilizando a mente e o corpo de quem eles querem atingir para enfatizar o seu poder espiritual de dominação individual, na maioria das vezes com a indução ao uso de drogas e se não há convencimento para o uso de drogas eles colocam no drink sem que seja percebido para fazerem as suas vítimas e tentarem transformá-los em novos adeptos. 

Esses Sacerdotes Africanos que agem no Brasil, a maioria são homossexuais, distribuem bombons para as crianças nas festas de santos católicos e recebem entidades espirituais, ou seja, sibilando eles estimulam disfarçadamente o homossexualismo na localidade onde eles atuam e é dessa forma que se expandiu assombrosamente no Brasil nos últimos 30 anos esse sistema Hipócrita instalado no Brasil.

Lembrando que são 3 as Arquiteturas: 

Arquitetura do Enredo, ou seja é a voz que sibila que tenta criar o enredo; e se estiver auxiliada por sistemas de comunicação facilita muito a expansão;

Arquitetura da Forma, a partir do Enredo criado a forma começa a ganhar corpo, ( é preciso interromper esse Sistema Hipócrita e desarticulá-lo no seu ato Sibilar, ou seja na criação do Enredo Hipócrita Africano);

Arquitetura da Sensações: um Homem não vira Homossexual porque teve sensações desagradáveis, ou seja, existe uma espiritualidade que agiu para conduzí-lo às sensações agradáveis que ele deveria ter com uma mulher no ato heterossexual, então é necessário usar uma espiritualidade heterossexual mais qualificada e esclarecida para conduzir os jovens a uma vida heterossexual de sensações prazerosas.

A clareza e a elucidação desse agir dessa espiritualidade do mal deve ser exposta para as crianças e para a juventude, antes que essa espiritualidade homossexual possa agir pela empatia e causando sensações para conduzir ao homossexualismo.

Sibilando eles geram ostracismo, perseguem, condenam, excluem e favorecem o crescimento do Sistema Hipócrita Africano no Brasil, e para os que não aceitam resta Protestar contra esse Sistema de Dominação Hipócrita.

A mensagem pregada e difundida no Brasil, conduziu os brasileiros a uma alienação da sua ancestralidade européia, com uma única máxima " A Europa é um Sistema Dominador e nós temos que ter a nossa identidade cultural. " Esse recurso desse discurso tem se provado um grande erro pois conduziu a sociedade brasileira a um Sistema Dominador muito inferior que é o Sistema de Dominação Africana de extremo baixo nível. E, que antes estava permeando apenas as classes mais baixas, hoje atinge a toda a coletividade.

Vale salientar que uma música ouvida numa boate, numa festa ou numa rádio, ou num filme, contém uma mensagem (discurso) que por si só já leva a uma repetição de refrões e fixação da voz daquele comunicador na sua mente. Ou seja, o cantor e o músico, exercem muitas vezes mais influência na condução da mente coletiva leiga do que um Sacerdote numa Igreja, então o músico é um Sacerdote e deve ser investigado por esse sacerdotismo sibilar espiritual que exerce na mente coletiva. Essa voz dessa sinapse africana se instala na mente dessa pessoa pois é um espírito que antes não fazia parte do seu convívio.

O Subconsciente aprende e apreende pela repetição e se os Sacerdotes Musicais, que estão nas festas, nas rádios, nas trilhas sonoras de filmes são todos africanos pertencentes disfarçadamente a uma espiritualidade africana que pratica vudoo e atacam os corpos e as mentes disfarçadamente Como vamos nos defender dessa sutil modalidade de terrorismo sem sucumbir a esses autores criminosos que agem sob disfarce desarticulando a família, adoecendo, intervindo com terrorismo individual e na condução a crenças inferiores e circunstâncias de baixo nível?

Durante a Segunda Guerra Mundial, os Nazistas desenvolveram um Canhão que lançava bombas a mais de 100 quilômetros de distância para atingir a cidade de Paris, os Parisienses não conseguiam identificar de onde vinha o ataque. 

Eu estou mostrando e esclarecendo como é o Sistema de Ataque Hipócrita Africano, agora cabe a nós desarticular esse Sistema de Comunicação Africano que sibila e  ataca a mente leiga e protegê-la.

AUTOR :  RRGMNSW  .'.


" The living Heaven thy prayers respect,
House at once and Architect,
Quarrying man's rejected hours
Builds therewith eternal towers;
Sole and self-commanded works,
Fears not undermining days,
Grows by decays,
And, by the famous might that lurks
In reaction and recoil,
Makes flame to freeze, and ice to boil;
Forging, through swart arms of Offense,
The silver seat of Innocence."

R.W.E

Below I wrote a Delicate "Protestant" Poem - " DE Protestant", with the subtle intention of combating the Yakuza Tattoo Dissemination in the body of the Population collective. >> SIGNS - The natural signals your body

Below I wrote a Delicate "Protestant" Poem - " DE Protestant", with the subtle intention of combating the Yakuza Tattoo Dissemination in the body of the Population collective. >> 

SIGNS - 


The natural signals your body

like a carpet of stars lie on my mind

sparkle and shine.

Musa are milky way in my eyes

and walk through your body as one features a starry sky

and there is no tattoo that goes beyond the beauty of your natural signs,

do not spoil your body with a tattoo.

In contemplating it against metrics relations

And your body like heaven guides me in my studies

Gregorian study of body, mind and spirit

just like the ancient navigators used the stars to navigate

Pythagoras used the signs of heaven to study the geometry.

The positions of your signs,

I see my symbolic reference of pleasure and beauty and the Kingdom of Fair Love.

and as the stars,

when you you interact you interact with me to make me prove the existence of the Sublime.

And I see the Star of Heaven in Heaven of Your Body.

and I can study the geometry and astronomy

Vesper and I see and I see the Hellas

and this heavenly vision where Mozart heard the Music of the Spheres

and Manuel Bandeira their peers Lira Abdominal,

I feel tinkling in me also Harps the torpor of the best, the Creatio Best.

Poem Architect of Words Sun Rui DE Or_An_G_E
For a Muse Inspiring
AUTHOR : Rui Ley .'.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

No passado tivemos Grécia versus Persia, no Séc. XVII tivemos a guerra mantida pelo ouro da Espanha contra os Co-burgos, depois o Napoleonismo, depois o Nazismo, depois um terrorismo psicológico da Guerra Fria. E agora , nesse momento, qual a Degradação Espiritual, qual o Espírito de Corpo para degradar a Civilização que se move no momento atual??

No passado tivemos Grécia versus Persia, no Séc. XVII tivemos a guerra mantida pelo ouro da Espanha contra os Co-burgos, depois o Napoleonismo, depois o Nazismo, depois um terrorismo psicológico da Guerra Fria. E agora , nesse momento, qual a Degradação Espiritual, qual o Espírito de Corpo para degradar a Civilização que se move no momento atual??

Poem Architect of  Words Sun Rui - Master B
For a Muse Inspiring
( All rights reserved)

Pigmentos de Van Dyck e Van Der Meer - Traços de Amor e Flores de Beleza

Traço que vale...1
traços que valem poesia 2
a proporção desejada, 3
é Regra de Ouro, 4
Régia Áurea... Ágora reunião do agora 5
regra sutil como o aroma da flor, 6
imperativa subjuntiva essência concentrada que sempre exale,  1
tal como a beleza das matizes do por-do-sol que acontece todo dia,  2
é assim aguardada a constância da amada esperada,  3
esse é o símbolo do inexpugnável tesouro,  4
é o céu a minha alegoria e a terra o meu pedestal fragmentado no grau do meridiano da hora,  5
Cosmos e Progradus do Amor.  6

Que os traços valham...  1
que as flores exalem e com a sua beleza pigmentada encantem a poesia que brota,  2
que a consciência da boa Arquitetura prevaleça,  3
que se faça presente o melhor dos que sempre amavam,  1
que o Amor e a Beleza dêem o tom na Harmônica na nota,  2
que o meu Eu superior se enalteça.  3

O pensamento científico reto...  1
com Van Dyck e Van Der Meer no pigmento  2
Mestres Holandeses  3
crença que decora a mente da Realeza em Castelos e Palácios Ingleses,  3
e o gênio inglês Mestre Construtor Joseph Aspdin que inventou o cimento,  2
possibilitou a plasticidade do Amor e da Beleza no concreto.  1

Amor Beleza Perfeita...  1
o subjuntivo está dentro do sujeito,  2
o Amor, ao mesmo tempo verbo e substantivo substância,  3
a Beleza Perfeita ao mesmo tempo...  4
é adjetivo e advérbio  5
que acompanha e qualifica o Amor,  6
Amor e Beleza em União...  7
qualificam o Reino da Realeza,  8
é o Reino da Reunião da Hélade Auto-eleita,  1
da boa emoção, da boa razão e do bom proveito,  2
inesgotável, inimputável e inexaurível em importância,  3
é o Reino do Amor e da Beleza no Imortal Intento...  4
onde Eu produzo o Meu mais forte Provérbio, proverbi-ion, ion-provérbio,  5
que derrama da boca dos Euro-Reis de Anjo-Evocador...  6
da Ideal Criação, da Ideal Situação,  7
do Reino da Sinapse da Circunstância Superior da Verdade e da Certeza.  8

AUTHOR :  Rui Ricardo GMNSW .'.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Rodrigo Riszla e a Cena na Rua São Miguel no Bairro de Afogados na Cidade de Recife

Eu acho bom Rodrigo "Hipócrita, Desonesto, Espúrio" Riszla, explicar como ele me convidou para ser "Voluntário" do Filme Espúrio que ele participou.
Estávamos num bar, tomando cerveja e na "onda do voluntariado" ele me convidou para ser figurante do filme dele:
As palavras que Rodrigo Riszla usou foram as seguintes: - Eu estou precisando de voluntários para fazer uma cena de pessoas correndo.
- Eu prontamente aceitei, não percebi a intenção desonesta e do que se tratava o teor da cena, que só vim saber muitos anos depois.
Chegando no Local de Filmagem, ele me pediu para correr, Eu corri como se estivesse num "cooper" uma corrida bem lenta e tranquila, num trote estilo maratona.
Ele me parou e pediu para repetir a cena correndo com explosão.
Em seguida a sequência foi me filmar parado em "Close" onde no fundo da cena não tinha ninguém.
Existe uma Técnica de Edição de Imagem que se chama "CROMAKEY" que consiste em colocar uma imagem de fundo que não existia na filmagem original, ou fazer um cenário virtual atrás de apresentadores como no caso de Telejornais. Ou seja, inserir um fundo, uma imagem DESONESTA por traz da minha imagem.
É bom esse HIPÓCRITA, DESONESTO, ESPÚRIO, Rodrigo Riszla e a SÍMIO PRODUÇÕES,  DOS MACACOS HIPÓCRITAS, CANALHADA ESPÚRIA, saber que TODA ESSA COMUNICAÇÃO ESTÁ INDO PARA A INGLATERRA, PARA A HOLANDA E PARA OS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA.


O Fenômeno dos Seguidores da Umbanda e do Candomblé uma Milícia Civil Espiritual do Mal. È uma Quadrilha Espiritual do Crime Organizado.

O Fenômeno dos Seguidores da Umbanda e do Candomblé uma Milícia Civil Espiritual do Mal. È uma Quadrilha Espiritual do Crime Organizado.
A Miscigenação: O Sobrenome Europeu sob Influência do Espiritismo Africano cuja Missão é Submeter ao Espiritismo Africano a Qualquer Custo. Métodos Espúrios: Homossexualismo; Acusações; Ameaças; Criação de Temeridade e Síndrome do Pânico; Administração de Drogas; Prática de Tortura; Métodos Musicais de Ataque da Mente; Indução à uma Espécie de "Revelação Angolana".

A verdade é que desde os 8 anos de idade tentam me transformar em Gay, o que acontece com muitas crianças e se esse Método não desse certo não teríamos uma Parada Gay com 1 milhão de pessoas.

A DIRETRIZ AGORA É CANCELAR AS PARADAS GAYS DO MUNDO INTEIRO.
CANCELAR AS VERBAS GOVERNAMENTAIS DO CANDOMBLÉ E NOMEAR CORONÉIS MILITARES COMO SECRETÁRIOS DE CULTURA DOS MUNICÍPIOS E ESTADO, E UM GENERAL COMO MINISTRO DA CULTURA.

ESTADO LAICO É ESTADO SEPARADO DE RELIGIÃO E NÃO FINANCIA SEITAS DISFARÇADAS DE MANIFESTAÇÃO CULTURAL.

É preciso Critério Heterossexual na Contratação de Funcionários em Atendimento ao Público, na recreação em Hotéis, Academia de Balé, em Restaurantes, Serviços de Garçons, Preparos de Alimentos e Drinks, Lojas de Departamentos, Hospitais, Supermercados. Inclusive nas Áreas Estratégicas de Marketing não deve haver contratação de Gays; não deve haver contratação de Gays para Dublagens de Desenhos Animados Infantis; não deve haver Contratação de Gays para Emissoras de TV inclusive para a seção de Divulgação de Fofocas e CeleBridades. 

Inclusive a Palavra Celebridade pertence ao "Idioma B"  Criado pelo Rei Paleólogo Heterossexual e TODA PALAVRA QUE CONTÉM A LETRA " B "  é para indicar a HETEROSSEXUALIDADE, tal qual BORN, BAY, BRITISH, CELEBRITY, BIJOUTERY, BIRTHDAY, LIBERAL ...
A PALAVRA LIBERAL SIGNIFICA LEAL AO " B ". OU SEJA, LEAL AO HETEROSSEXUAL.
O REI GUILHERME III DE ORANGE TINHA O TÍTULO DE BOY ( BOY = HETEROSSEXUAL ÔMEGA ). Quem gostava dele era o Papa Gay Católico da época.

21 de Março Celebra-se o Dia Mundial da Poesia,  Eu proponho a OTAN celebrar este Dia Mundial da Poesia fazendo um Treino Balístico no medíocre Museu Castelo Brenand em Recife, Brazil, pois está situado numa Área Isolada e Tem uma Exposição Permanente de Facas de Tortura e ele Exibe em sua Entrada uma Tapeçaria com Pessoas de Faca na Mão Arrancando o Coração de outras Pessoas Vivas que estão Agonizando no Meio da Rua.  PRÁTICA IGUAL A QUE ACONTECEU AO REI INGLÊS NA CIDADE DE YORK.. RITUAL DE MAGIA NEGRA QUE O CANDOMBLÉ PRATICA AINDA HOJE EM RECIFE..

É uma Tapeçaria grande que cobre a parede inteira (cerca de 4 x 5 m ) com essa cena covarde.

Observem a Movimentação Espiritual na Líbia para Sabotar a Europa, as Etnias que estão atravessando o Mar Mediterrâneo não são Árabes do Litoral, ou seja, da mesma forma que o Exército da Venezuela atravessa grandes contingentes da Haitianos para dentro do Brasil o Exército da Líbia está facilitando, viabilizando a chegada dessas Etnias ao litoral da Líbia para fazerem a travessia para a Europa para Sabotar a Espiritualidade da Europa.

Lembrem-se Africano na Primeira Geração são Refugiados na Terceira Geração já estarão com as Práticas Espúrias dos seus Ancestrais no Ataque da Mente da População da Europa., tal qual acontece no Brasil..

Estudo de Caso: A REDE DE CIRCUNSTÂNCIAS COTIDIANAS QUE O CANDOMBLÉ E A UMBANDA MOVEM NA VIDA INDIVIDUAL PARA ATINGIR OS SEUS FINS ESPÚRIOS.

Em 2005, Eu trabalhava na Estação TV em Recife, Canal 14.
Eu estava num bar / pub com um " amigo " que era Fotógrafo do Jornal Folha de Pernambuco, nome dele é Costa Neto, é justamente o Fenômeno Brasileiro que Ocorre pela Miscigenação entre descendentes de africanos e descendentes de europeus e ele segue uma Seita Africana, é um Sacerdote Africano de Práticas Espúrias que Eu só vim saber muito depois desse relato de hoje.
Em 2004 Eu tinha terminado o noivado devido ao amigo Gay da minha ex-noiva que sabotou o relacionamento, e no final de 2005 Eu ainda não tinha conseguido um novo vínculo amoroso com uma mulher que realmente me atraísse.

Nesse bar, nessa noite, Eu me aproximei de uma moça que tinha um lindo sorriso, cabelos bem cuidados lisos, ela me chamou de lindo e começamos a sair juntos.
Tudo parecia ir as mil maravilhas, mas quando fomos para a cama na primeira noite de amor enquanto estávamos no ato sexual ela veio com a sua mão e o seu dedo querendo introduzir no meu ânus, Eu tirei a mão dela umas três ou quatro vezes evitando que ela conseguisse introduzir, relevei pois Eu nunca termino um ato sem o orgasmo e não queria interromper a transa na metade e disse a ela que não queria a mão dela lá captaram.

Algumas semanas antes do início deste relacionamento, marcamos um dia de surf Eu e o Motorista da Folha de Pernambuco chamado de Queu, que Eu conheci no Recife Antigo que se aproximou de mim fazendo amizade elogiando o meu carro, tal como se elogia um violino, ou as suas notas na escola, ou a habilidade de um atleta. 

Nós fomos para a Praia Pedra de Xaréu surfar, mas hoje Eu vejo que deveria ter levado ele para a Praia de Serrambi com 3 metros de onda e uma correnteza de 20 nós para ele passar mal.

Nessa Praia Pedra de Xareú que tinha meio metro de onda, ou seja, estávamos só boiando, então ele tinha tempo suficiente para mover o espiritismo africano sem se preocupar com a própria vida dele.

A Rede do Espiritismo Africano em Recife nesse dia se moveu da seguinte forma:

Queu (o motorista ) tinha o meu telefone me ligou na noite anterior marcando o Surf;
Depois ligou uma moça que me disse que estaria de férias nessa Praia e marcamos um encontro, Eu pensei: " Surf e Mulher" perfeito!!

Chegando na Praia, Eu fui com o Motorista do Jornal Folha de Pernambuco encontrei com a moça e uma amiga, a amiga era feia e "Queu", o motorista, não quis ficar com ela e Eu fui " namorar " num lugar mais deserto e afastado com a moça que tinha marcado comigo. Quando Eu terminei o primeiro exercício, Eu entrei no mar onde o meu " amigo " já estava boiando pois não tinha ondas e ficamos conversando. Uns 15 minutos depois aparece uma mulher por volta dos 50 anos gesticulando na beira do mar com um biquine idêntico ao da moça que Eu tinha me " exercitado ". Ela estava gesticulando e dando gargalhadas na beira da praia. E, o meu " amigo " Queu " disse que ela era uma " Jurema ", ou seja uma Entidade Africana. Na hora Eu não dei importância, mas essa é a Tática do Candomblé para Criar a temeridade na mente das pessoas e o meu " amigo " Queu estava só começando o agir subliminar na minha mente cuja ação ainda entraria, Costa Neto ( vulgo Sacerdote Angolano Pai Cuca ) que era o fotógrafo da Folha de Pernambuco, Paulo Rasta ( patrocinado pelo Deputado Federal Fernando Ferro), Marcílio o assessor do Deputado, Marcelo Lira ( que já era controlado pelo Sacerdote Pai Cuca ) que depois se tornou o Cinegrafista da Campanha a Presidente do Governador Eduardo Campos.
Nesse dia ao sairmos do mar o meu " amigo " Motorista da Folha de Pernambuco me apresentou a um dono de um pequeno Bangalô estilo Indonésia coberto de palha, que embaixo era um restaurante em cima ela alugava quartos.

Imaginem esse Espiritismo Africano, que ocorre no Brasil, nas Praias do Mar Mediterrâneo, da Austrália e na Europa inteira com esses procedimentos espirituais de ataque sutil da mente. Ninguém quer que isso aconteça..

Antes de regressarmos para Recife, Queu, o Motorista da Folha de Pernambuco, pediu-me para aguardar meia hora que ia resolver um assunto e meia hora depois voltou com uma mochila que quando chegou em Recife foi que Eu percebi que tinha uns 10 quilos de maconha das plantações da circunvizinhança das Matas da Praia do Paiva e da Praia de Itapuama.

"Queu", o Motorista do Jornal Folha de Pernambuco, faz o Cigarro de Maconha misturando Crack usando MÁ FÉ e oferecendo para as pessoas com se fosse maconha pura sem mistura.

A vida prosseguiu e semanas depois Eu estava com a moça que conheci no bar e a convidei para passarmos um final de semana de " muito amor " nesse Bangalô estilo indonésia à beira mar.
Eu fui aos preparativos românticos, Eu comprei um peixe serra de quase 2 kg, vinho, para preparar um cenário de um jantar sob um céu estrelado à beira mar, tudo lindo, fantástico, espetacular sabor, noite estralada maravilhosa, êxtase da Natureza, após o jantar romântico fomos para o quarto onde a mesma mão dela queria entrar onde Eu não queria pois não tenho tendências Bissexuais e a minha zona erógena são as terminações nervosas da Glande do Meu Pênis e Eu não preciso de dedo no ânus.
No meio do ato de amor após tirar a mão dela umas duas vezes Eu perguntei para ela se era o ex-namorado capoeirista que gostava que ela fizesse isso nele pois alguém precisa induzir uma mulher a começar este ato. E a raça Bissexual é a mais agressiva de todas e todo Bissexual depois vira Gay.
Começa Bissexual e depois vira Gay.

Na noite seguinte, Eu essa moça fomos a um Show de Reggae e ao meu lado aparece um negro com uns 2 metros de altura e uns 150 kg me acuando e me ameaçando dizendo que tinha que ser uma " capoeira muito forte " nas palavras dele. Depois Eu percebi que era porque Eu tinha rejeitado a mão intrusa da moça. Ou seja era a Rede do Espiritismo Africano do Candomblé tentando fazer mais um Gay. EU VOU ENVIAR UM TEXTO PARA BORIS JOHNSON DE LONDRES DE UM CONTO ERÓTICO QUE UM NEGRO DO BRASIL, METE O PAU NUM RUIVO E CHAMA ELE DE FRACO E IMPOTENTE.

A desgraça dos Sites e das Revistas de Conteúdo Adulto é essa, o jovem ao buscar instrução para o ato de amor, pela imitação, não encontra Revista e Conteúdo de Site Adultos apenas " B " Heterossexual, é justamente essa diversidade Gay que se aproveita desse momento de iniciação sexual para expandir o Espiritismo Gay.

O Ato Sexual não vai deixar de existir, então é necessário a Produção de Conteúdo Adulto feito por Heterossexuais para Heterossexuais, essa é a realidade, inclusive Autores de Novelas de TV Heterossexuais.

Eu não imagino ver Gregory Peck se submetendo a um papel de Gay como Paulo Betty se submeteu pois a orientação da Rede Globo é homossexual.

O Oriente Gay é um Falso Oriente. As Empreses de Orange devem sair da Comercialização do Oriente Gay. Nenhuma Campanha Publicitária deve ser Gerenciada por Gays.

No Próxima Intrução: Em 2010 Eu e Meu Pai Internado com Dengue Hemorrágica num Hospital Público em Recife, o Médico Gay passando Remédio Errado e a Auxiliar de Enfermagem que não me deixava dormir apesar de mal acomodado numa cadeira com 39,5 graus de febre e o meu pai ao lado com mais de 80 anos em uma maca de alumínio.

Author: RRGMNSW .'.

The Phenomenon of the Followers of Umbanda and Candomblé a Civil Spiritual Militia of Evil.
Miscegenation: The European Surname under the Influence of African Spiritism whose Mission is to Submit to African Spiritism at Any Cost. Methods Spurious: Homosexuality; Accusations; Threats; Creation of Fear and Panic Syndrome; Drug Administration; Practice of Torture; Musical Methods of Attack of the Mind; Induction to a Kind of "Angolan Revelation".

The truth is that since 8 years of age try to become Gay, which happens to many children and if this method did not work, we would not have a Gay Parade with 1 million people.

THE GUIDE IS NOW TO CANCEL THE "GAY PARADE" OF THE WHOLE WORLD.
CANCEL THE GOVERNMENTAL VERBS OF CANDOMBLÉ AND NOMINATE MILITARY CORONELS AS SECRETARIES OF CULTURE OF THE MUNICIPALITIES AND STATE, AND A GENERAL AS A MINISTER OF CULTURE.
LAY STATE IS A SEPARATE STATE OF RELIGION AND NOT A FINANCE RELIGIOUS SECT DISGUISE OF CULTURAL MANIFESTATION

Heterosexual Criterion is required in hiring employees in public service, recreation in hotels, ballet academy, restaurants, waiters services, food preparation and drinking, department stores, hospitals, supermarkets. Even in the Strategic Areas of Marketing there should be no hiring of Gays; There should be no hiring of Gays for Children's Cartoon Voice; There should be no Gay Hiring for TV Broadcasters even for the Gossip and Celebrities Disclosure section.

Even the Word Celebrity belongs to "Language B" Created by the King Paleologos Heterossexual and EVERY WORD THAT CONTAINS THE LETTER "B" is to indicate HETEROSEXUALITY, such as BORN, BAY, BRITISH, CELEBRITY, BIJOUTERY, BIRTHDAY, LIBERAL ...
THE LIBERAL WORD MEANS LOYAL TO "B". OR BE, FAITHFUL TO HETEROSEXUAL.
KING GUILHERME III OF ORANGE HAD THE TITLE OF BOY (BOY = HETEROSEXUAL OMEGA). Who liked him was the Catholic Gay Pope of the day.

March 21 World Poetry Day is celebrated, I propose to NATO to celebrate this World Poetry Day by doing a Ballistic Training in the mediocre Brenand Castle Museum in Recife, Brazil, as it is situated in an Isolated Area and has a Permanent Exhibition of Knives Torture and it Displays at your entrance a Tapestry with Knife People in the Hand Tearing the Heart of other Living People who are Agonizing in the middle of the Street. PRACTICE EQUAL TO WHAT HAPPENED TO THE ENGLISH KING IN THE CITY OF YORK WHICH HAD THE OPEN CHEST AND THE HEART STARTED .. RITUAL THAT THE CANDOMBLÉ PRACTICES TODAY ..

It's a big tapestry that covers the entire wall (about 4 x 5 m) with that cowardly scene.

Look at the Spiritual Movement in Libya to Sabotage Europe, the Ethnicities that are crossing the Mediterranean Sea are not Arab Coastal, that is, just as the Venezuelan Army crosses large Haitian contingents into Brazil the Libyan Army is Facilitating, making possible the arrival of these Ethnic groups to the coast of Libya to make the crossing to Europe to Sabotage the Spirituality of Europe.

Remember African in the First Generation are Refugees in the Third Generation will already be with the Spurious Practices of their Ancestors in the Attack of the Mind of the Population of Europe, as it happens in Brazil.

Case Study: THE DAILY CIRCUMSTANCES NETWORK THAT THE CANDOMBLÉ AND UMBANDA MOVE IN THE INDIVIDUAL LIFE TO ACHIEVE THEIR SPIRIT ESPURIOUS.

In 2005, I worked at the TV station in Recife, Channel 14.
I was in a bar / pub with a "friend" who was Photographer of the newspaper Folha de Pernambuco, his name is Costa Neto, is precisely the Brazilian phenomenon that occurs by the Miscegenation between descendants of Africans and descendants of Europeans and he follows an African Sect, Is an African Priest of Spurious Practices that I just came to know much after today's story.
In 2004 I had ended the engagement due to my ex-fiance's friend Gay who sabotaged the relationship, and by the end of 2005 I still had not gotten a new love bond with a woman who really attracted me.

In that bar, that night, I approached a girl who had a beautiful smile, smooth, well-groomed hair, she called me beautiful and we started going out together.
Everything seemed to go great, but when we went to bed the first night of love while we were in the sex act it came with her hand and her finger wanting to insert into my anus, I took her hand about three or four times avoiding That she managed to introduce, I relayed because I never finished an act without the orgasm and did not want to interrupt the sex in half and I told her that I did not want her hand there.

A few weeks before the beginning of this relationship, we marked a day of surfing I and the Driver of Folha de Pernambuco called Queu, whom I met in Recife Antigo who approached me making friends praising my car, just as one praises a violin, Or your grades at school, or the ability of an athlete.

We went to Piedra Pedra de Xaréu to surf, but today I see that I should have taken him to Serrambi Beach with 3 meters of wave and a current of 20 knots for him to go wrong.
On this beach Xareu Stone, which was half a meter high, that is, we were just floating, so he had enough time to move the African spiritualism without worrying about his own life.

The African Spiritism Network in Recife on that day moved as follows:
That had my phone called me the night before marking the Surf;
Then he called a girl who told me that she would be on vacation at this beach and we arranged a meeting, I thought: "Surf and Woman" perfect !!

Arriving at Praia, I went with the Driver of the newspaper Folha de Pernambuco I met the girl and a friend, the friend was ugly and "Queu", the driver, I did not want to stay with her and I went "dating" in a more deserted and Away with the girl he had marked with me. When I finished the first exercise, I entered the sea where my "friend" was already floating because there were no waves and we were talking. About 15 minutes later, a woman in her fifties appears gesticulating at the edge of the sea in a bikini identical to the girl I had "exercised." She was gesticulating and giggling on the edge of the beach. And, my "friend" Queu "said that she was a" Jurema ", that is, an African Entity. At the time I did not give importance, but this is Candomblé's Tactic to create temerity in people's minds and my" Friend ". I was just beginning to act subliminally in my mind whose action would still enter, Costa Neto (Father Pai Cuca) who was the photographer of Folha de Pernambuco, Paulo Rasta (sponsored by Federal Deputy Fernando Ferro), Marcílio the deputy's advisor, Marcelo Lira (who was already controlled by Father Cuca) who later became Cameraman Campaigner the President of Governor Eduardo Campos.
That day when we left the sea my "friend" Driver of the Leaf of Pernambuco introduced me to a small Indonesian-style bungalow that was covered with straw, which was a restaurant above it she rented rooms.

Imagine this African Spiritism, which occurs in Brazil, the Mediterranean Sea Beaches, Australia and throughout Europe with these spiritual procedures of subtle attack of the mind. No one wants this to happen ..

Before we returned to Recife, Queu, the driver of Folha de Pernambuco, asked me to wait half an hour to resolve a matter and half an hour later he returned with a backpack that when I arrived in Recife I realized that I had about 10 kilos of Marijuana plantations in the surrounding area of Matas da Praia do Paiva and Itapuama Beach.

Life went on and weeks later I was with the girl I met at the bar and invited her to spend a weekend of "lots of love" in this Indonesian-style Bungalow by the sea.
I went to the romantic preparations, I bought a fish saw of almost 2 kg, wine, to prepare a scene of a dinner under a starry sky by the sea, everything beautiful, fantastic, spectacular flavor, marvelous evening night, ecstasy of Nature, after The romantic dinner we went to the room where the same hand of her wanted to enter where I did not want because I do not have Bisexual tendencies and my erogenous zone are the nervous endings of the Glance of My Penis and I do not need of finger in the anus.
In the middle of the act of love after taking her hand a couple of times I asked her if it was the capoeirista ex boyfriend who liked her to do it on him because someone needs to induce a woman to start this act. And the Bisexual race is the most aggressive of all and every Bisexual then becomes Gay.
Begins Bisexual and then becomes Gay.

The next night, I went to a Reggae Show and next to me was a black man about 2 meters tall and about 150 kg of me and threatening me saying that it had to be a "very strong capoeira" in his words. Later I realized that it was because I had rejected the intrusive hand of the girl. In other words, it was the Candomblé African Spiritism Network trying to make another Gay. I WILL SEND A TEXT TO BORIS JOHNSON FROM LONDON FROM AN EROTIC TALE THAT A BLACK FROM BRAZIL, WEAR THE DICK IN A REDHEAD AND CALL IT LOW AND IMPOTENT.

The misfortune of the Sites and Adult Content Magazines is this, the youngster when seeking instruction for the act of love, by imitation, does not find Magazine and Content of Adults Only "B" Heterosexual, it is precisely this Gay diversity that takes advantage of this Sexual initiation to expand Gay Spiritism.

The Sexual Act will not cease to exist, so it is necessary to produce Adult Content made by Heterossexuals for Heterosexuals, this is the reality, including Authors of Heterosexual TV Novels.

I do not imagine seeing Gregory Peck submitting himself to a role of Gay as Paulo Betty submitted because TV Globo's orientation is homosexual.

The Gay East is a False East. The Orange Business must exit the Gay Marketing East. No Advertising Campaign should be managed by Gays.

In the Next Intruction: In 2010 I and My Father Interned with Hemorrhagic Dengue in a Public Hospital in Recife, the Gay Physician passing Wrong Medicine and the Nursing Assistant who did not let me sleep despite being poorly accommodated in a chair with 39.5 degrees of fever and My father along with over 80 years on an aluminum stretcher.



Author : RRGMNSW .'.



terça-feira, 20 de junho de 2017

LEIS ESPIRITUAIS >>

The Living Heaven thy prayers respect,

O Paraíso vivente respeita as tuas preces

House at once and architect,

A um só tempo casa e arquiteto,

Quarrying man's rejected hours

Perseguindo dos homens as horas rejeitadas,

Builds therewith eternal towers,

Constrói com isso torres eternas,

Sole and self-commanded works,

Trabalha solitário e auto-comandado,

Fears not undermining days,

Não teme os dias desfavoráveis,

Grows breaking decays,

Cresce rompendo a decadência,

And, by the famous might that lurks

E, pelo poder famoso que espreita

In reaction and recoil,

Em reação e resguardo,

Makes flame to freeze, and ice to boil;

Faz a chama gelar, e o gelo ferver;

Forging, through swart arms of Offence,

Forjando, com as negras armas da Ofensa,

The Silver Seat of Innocence..

O Trono Prateado da Inocência ..
























sexta-feira, 16 de junho de 2017

MAPA DE VISITAÇÃO MUNDIAL - INTERESSE INTERNACIONAL EM SABER O QUE REALMENTE ACONTECE AQUI - DEFESA INTERNACIONAL CONTRA A EXPANSÃO DO ESPIRITISMO HIPÓCRITA


DATAS DAS BATALHAS DE UTINGA, VULGO "TERRITÓRIO DE SUAPE" EM PERNAMBUCO


HOJE, COMO NESTA ÁREA NÃO EXISTE TÍTULO DE PROPRIEDADE, OS POSSEIROS NA MAIORIA NEGROS QUE OCUPAM A ÁREA DOS ENGENHOS DA REVOLUÇÃO DE 1817, SÃO ACUADOS E INTIMIDADOS PARA VENDER AS SUAS POSSES POR VALORES BAIXOS PARA INTERMEDIÁRIOS LIGADOS AO GOVERNO DO ESTADO "ESQUENTAREM AS POSSES ILEGAIS" E VENDEREM PARA EMPRESAS E INDUSTRIAS SE INSTALAREM NO ENTORNO DO PORTO DE SUAPE EM PERNAMBUCO.
NÓS VAMOS PEDIR REINTEGRAÇÃO DE POSSE DOS ENGENHOS..


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Revolução Pernambucana de 1817
A história da Revolução Pernambucana de 1817

Descrição: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgDonL4UpfSVIm35w3nOE-cfw1yVtmMCydzpMPttNRzOsKlZCrk9CTOMjbNzkOnrD_ajhFXG5Px8GU7MiFkhz8k0HweC0n1NvS1mO8eiya4hxtpltoMRn8pagmsHEdiS0Nqd9UJFU4WtbQ/s640/Ben%C3%A7%C3%A3o+da+Bandeira+%28Jos%C3%A9+Cl%C3%A1udio+Silva%29+-+historiasylvio.blogspot.com.br.jpg
Óleo sobre tela "Benção da bandeira" ( José Cláudio da Silva )
Imagem: guiadicas.net

As origens da Revolução Pernambucana

A Revolução Pernambucana, também conhecida como Revolução dos Padres, devido a importância que os mesmos tiveram em sua organização e divulgação, foi um movimento separatista contra a Coroa Portuguesa que ocorreu em 1817 na capitania de Pernambuco.
Pernambuco possuía uma longa tradição de buscar a solução de seus problemas com recursos próprios, desde a expulsão dos holandeses do nordeste brasileiro em 1654, após nove anos de guerra com pouco apoio dos portugueses. O contato com a administração holandesa, que permitia certa autonomia comercial e cultural, somada à vitoriosa luta contra estes, tornou o povo pernambucano particularmente orgulhoso e receptivo às ideias de liberdade e respeito aos seus méritos, julgando-se com direito de contestar em diversas ocasiões a autoridade do governo português, como na Guerra dos Mascates(1), em 1710.
No início do século XIX, a cidade Olinda e a vila Recife somavam mais de 40 mil habitantes, um conjunto urbano grande para a época. Pernambuco possuía um porto muito movimentado em Recife, alguns povoados e vilas com um comércio ativo, muitas plantações de cana e algodão, além de centenas de engenhos que fabricavam açúcar.

A exclusividade comercial com Portugal garantia a arrecadação dos tributos à Coroa e dava aos comerciantes portugueses o controle sobre os prazos e o preço das mercadorias, em uma relação desvantajosa que gerava um crescente desagrado para os brasileiros. Outro motivo de descontentamento da elite pernambucana era motivado pelo fato dos brasileiros raramente conseguirem ocupar os cargos mais importantes da administração pública, reservados aos portugueses.
A crescente pressão dos abolicionistas na Europa criou crescentes restrições ao tráfico de escravos, o que tornava esta mão-de-obra cada vez mais cara, sendo a escravidão o motor de toda a economia agrária pernambucana.
Os holandeses passaram a produzir e comercializar açúcar a partir de suas colônias na América Central (Antilhas), fazendo o preço do produto cair no mercado e diminuir o número de compradores, prejudicando os lucros dos senhores de engenho e comerciantes pernambucanos, tornando mais difícil o pagamento de dívidas, a importação de mercadorias e dos cada vez mais caros escravos africanos.
Em 1816 uma grande seca atingiu Pernambuco e região, causando uma queda na produção do açúcar e do algodão, que sustentavam a economia, o que gerou miséria e fome para parte da população, com falta de farinha e feijão.
Este conjunto de dificuldades pelas quais passava a capitania levou os pernambucanos em busca de saídas para a crise, e eles encontraram novas inspirações nos exemplos dos Estados Unidos e da França. Além disso, o apoio da Inglaterra e dos Estados Unidos aos hispano-americanos em conflito contra a metrópole espanhola alimentava a expectativa de que iniciativas revolucionárias na América portuguesa pudessem contar com o mesmo tipo de ajuda. O fato de haver uma considerável quantidade de ingleses estabelecidos nas grandes cidades brasileiras e movimentarem uma quantia cada vez maior de dinheiro em seus negócios reforçava essa expectativa, uma vez que os interesses dos britânicos eram os mesmos que os das elites nordestinas, como o fim do monopólio e estabelecimento do livre comércio.
Com a vinda da família real para o Brasil, em 1808, ocorre a abertura dos portos brasileiros às nações amigas, favorecendo os comerciantes brasileiros, que não precisavam mais dividir seus lucros com os intermediários portugueses. No entanto, as iniciais vantagens econômicas e culturais com as visitas de estrangeiros não foram seguidas por vantagens políticas.
A instalação da sede da monarquia portuguesa no Rio de Janeiro fez com que todas as capitanias tivessem que pagar novos impostos sobre a exportação do açúcar, tabaco e couros, criando-se ainda uma série de outras taxas, afetando diretamente as capitanias do norte, que a Corte sobrecarregava com recrutamentos e com as contribuições para cobrir as despesas das guerras na Guiana e no Prata(2).
As riquezas que saiam de Pernambuco eram usadas para custear a crescente estrutura burocrática do reino e financiar obras públicas para a modernização da cidade do Rio de Janeiro, de modo a aumentar o conforto da corte portuguesa e o prestígio com os visitantes estrangeiros.
Outro efeito da vinda da família real portuguesa para o Brasil foi o deslocamento do eixo de importância política no Brasil do norte para o sul, o que, juntamente com o sucessivo aumento de impostos, contribuiu para aumentar a instabilidade política e as tensões sociais.

Na mesma medida em que diminuíam os lucros e o poder político da elite pernambucana, aumentavam o descontentamento e desejo de autonomia. As conversas criticando a Coroa Portuguesa aconteciam abertamente nas ruas, festas e repartições públicas, tendo como um dos principais alvos o governador da capitania desde 1804, capitão-general Caetano Pinto de Miranda Montenegro. O experiente ex-governador do Mato Grosso era considerado tolerante, omisso e pouco voltado para o trabalho, o que resultou em uma administração ineficiente, com estradas e edifícios públicos mal conservados e serviços essenciais, como a limpeza nas ruas, feitos com desleixo. Os militares, recebendo baixos salários com atraso, pouco cuidavam dos problemas de segurança.
Entre aqueles que publicamente espalhavam ideias liberais e republicanas destacavam-se os padres formados no Seminário de Olinda.

Pelo menos 70 padres participaram do levante, segundo os cálculos feitos [...] sobre os autos da devassa. Entretanto, como muito dos documentos sobre 1817 foram destruídos pelos próprios revolucionários no momento em que as forças realistas encurralavam os levantados, e como a devassa foi encerrada antes de chegar às suas primeiras conclusões, é presumível que o número de eclesiásticos na revolução pernambucana seja ainda maior. [...] A documentação é abundante em demonstrar que o clero se empenhou em persuadir e aliciar a população a favor da revolução, consolidando conquistas e intimando indecisos e desobedientes. Próximos aos militares, os padres desempenharam diversos papéis nas tropas desde capitães de guerrilha até soldados. Há até casos em que alguns conventos serviram de campo de treinamento militar ou mesmo como local para alojar armas. A revolução de 1817 só terá sucesso em se difundir por regiões mais amplas quando fizer uso do aparelho eclesiástico, atingindo até mesmo os sertões por meio de fios que ligavam os vigários, as igrejas e paróquias às grandes autoridades do bispado. Os púlpitos, pastorais e até os livros de tombo das paróquias estarão impregnados pelo ideário revolucionário. O governo provisório por meio do clero fez circular pastorais instruindo os fiéis a abandonarem as rivalidades que dividiam o rebanho entre brasileiros e europeus [...]. Dessa forma, as pastorais, amparadas pelas explanações do clero serviram como um dos vários instrumentos políticos de doutrinação para legitimar o levante. (Andrade, 2011:246-247).

Os comerciantes portugueses, ligados à exportação de açúcar e algodão, estavam cada vez mais amedrontados no ambiente hostil em que viviam, preocupados por um lado com a violência de uma possível revolta de negros e mulatos e, por outro lado, com a rivalidade dos grandes proprietários brasileiros, que se consideravam nobres por possuírem terra e chamavam os lusitanos pejorativamente de “mascates” ou “marinheiros”, porque estes chegavam da Europa 
em navios. Contribuía para aumentar a hostilidade, o fato dos portugueses emprestarem dinheiro aos brasileiros com juros mais altos do que a outros portugueses, e cobrarem pesadas multas por atrasos nos pagamentos.
Descrição: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEib008zfeXq94eNsxEXc9iHSu4aRZ40lTqe8X-ilsN1hw1aDr8l7OX3qPfVX6mJS2nJrfP8YsuM8i6b2q8FnJZ04FfRVMEqykO1TriK2-ap4Ra6Qsbq5YZ6RqrMhUJGTAm0LS4RWOAL9FY/s1600/O+Le%C3%A3o+do+Norte+-+Pernambuco+-+historiasylvio.blogspot.com.br.jpg
O Leão do Norte ( José de Barros Lima, o "Leão Coroado" )
Vitral no Palácio do Campo das Princesas - Recife (PE)
Imagem: onordeste.com

A Maçonaria na Revolução Pernambucana de 1817
Devido à repressão que enfrentou ao longo do tempo, por motivos religiosos ou políticos, a Maçonaria tornou-se uma entidade reservada, dificultando uma pesquisa adequada de sua cronologia ou atuação nos movimentos ocorridos, o que abre espaço para lendas e especulações sem confirmação. A participação maçônica em alguns episódios brasileiros poderia ser erroneamente creditada por conta do fato dos conspiradores se reunirem em associações secretas, inspirados pelas mesmas ideias iluministas e libertárias que caracterizavam os encontros da Maçonaria. Outro engano comum na época dos movimentos era o das autoridades dos regimes monárquicos caracterizarem qualquer simpatia às ideias republicanas com “as francesias”, que equivaleriam aos ideais da Maçonaria, associando sempre ambos.

Portugal até então não havia fundado nenhuma universidade no Brasil. A elite intelectual brasileira era pequena e poucos possuíam recursos para custear um curso superior na Europa ou em seminários religiosos.

Por isso merece destaque o seminário de Olinda, fundado em 1800, que teve entre seus professores e alunos notáveis pensadores e militantes políticos liberais. Muitos deles deram importante contribuição às revoltas pernambucanas de 1817 e 1824 e à própria organização política do Império. (Andrade, 1995:10).

Na difusão das ideias liberais, se destacou o médico e botânico paraibano Manuel de Arruda Câmara, que estudou na França e trouxe para o Brasil os ideais maçônicos, fundando no Pernambuco em 1796 o “Areópago
(3) de Itambé”, a primeira loja da Maçonaria oficialmente reconhecida no Brasil. Em 1814 há o estabelecimento em Recife da loja maçônica “Patriotismo”. Em 1816 funcionavam em Pernambuco mais três lojas: “Restauração”, “Pernambuco do Oriente” e “Pernambuco do Ocidente”, as duas últimas fundadas pelo comerciante mulato Antônio Gonçalves da Cruz, conhecido como “Cabugá”. Estas lojas eram apresentadas ao público como academias de intelectuais, pois os membros de sociedades secretas eram sujeitos a condenação por crime de lesa-majestade. Os maçons passaram a fazer reuniões sigilosas e discutir diversos assuntos, entre os quais estavam as "infames ideias francesas" e a elaboração de planos para uma revolução.
Entre eles destacavam-se os padres, comerciantes, militares, juízes e proprietários de terras e de escravos. Homens ricos, instruídos e poderosos, que buscavam alternativas variando de ideias conservadoras como uma Constituição que limitasse os poderes da família real portuguesa ao radicalismo de uma república independente com reforma tributária, baseada nas ideias de liberdade, igualdade e federação, que lhes permitisse manter os direitos e privilégios que possuíam na ordem colonial.
Entre os líderes e participantes da Revolução Pernambucana de 1817 estavam diversos maçons comprovados: padre João Ribeiro de Pessoa de Mello Montenegro, Domingos José Martins e capitão Domingos Theotônio Jorge Martins Pessoa, os três eleitos membros da Junta Governista; padre Miguel Joaquim de Almeida Castro (padre Miguelinho), eleito Secretário de Estado do governo provisório; o capitão José de Barros Lima (Leão Coroado), capitão Pedro da Silva Pedroso e o tenente José Mariano de Albuquerque Cavalcanti, responsáveis pelo início do levante no quartel de Artilharia e o comerciante Antônio Gonçalves da Cruz (Cabugá), embaixador do governo provisório nos Estados Unidos e responsável pela compra de armas para a revolução.

O padre maçom Francisco Muniz Tavares, participante da revolução, descreve da seguinte forma a influência da Maçonaria no movimento pernambucano:
Na vida efêmera de 74 dias, decurso do regime republicano de 1817, a revolução espalhou-se rapidamente não só ao norte e sul, graças as credenciais de Suassuna preparando o espírito dos irmãos ao norte em repetidas viagens, de Teotônio Jorge fazendo o mesmo ao sul e de José Luiz Mendonça iniciando em sua casa os capitães do interior. Para o provar citamos as palavras de Oliveira Lima, referindo-se à generalização no centro da província e na Paraíba, onde não foi preciso inflamar a propaganda: “Os proprietários rurais, os militares e os populares que marchavam para a capital da capitania onde as lojas maçônicas havia anos se nutriam dos novos ideais, foram ali recebidos com efusão, sendo proclamado o novo regime no dia 13 de março e organizada uma junta temporária, a exemplo de Pernambuco.” (Pereira, 2010).
Descrição: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhmZBWzY7C5hl94SFlahia-l9fuV93ynsGcBElszAfMT1o_fA6VXJZS9MLjKicdGjDkB6l05rQaqn6VlI4JSxosqYA0LjE_vUKAj4I3hZu1zhlbEkYYNYBhfH_hyphenhyphenZMiv0xbMbsiMOBswi4/s1600/Ben%C3%A7%C3%A3o+das+Bandeiras+-++Pernambuco+1817+-+historiasylvio.blogspot.com.br.jpg
Benção das Bandeiras
Imagem: proparnaiba.com 

O início da Revolução Pernambucana

No dia 01 de março de 1817, o comerciante português Manuel de Carvalho Medeiros assinou uma denúncia de conspiração, confirmada por várias pessoas, encaminhada ao Ouvidor da Comarca do Sertão, José da Cruz Ferreira.
Diante dos ânimos exaltados e da denúncia formal, com a intenção de evitar um levante, em 04 de março o governador comunicou uma ordem do dia para as tropas, chamando-as à obediência à monarquia e à harmonia entre brasileiros e portugueses. No dia 05 de março, dirige uma proclamação à população louvando a elevação do Brasil à categoria de Reino Unido, dizendo que todos eram vassalos do mesmo soberano. No dia 06 de março de 1817, o governador ordena o estado de alerta nos fortes e quartéis, realiza um Conselho de Guerra, ordenando a prisão imediata de treze pessoas entre acusados e suspeitos, principalmente os militares, para neutralizar qualquer resistência.
Os civis foram presos com facilidade. Entretanto, no Regimento de Artilharia, o brigadeiro português Manoel Joaquim Barbosa de Castro, ao insultar oficiais brasileiros e decretar a prisão dos militares acusados, foi imediatamente atravessado pela espada do capitão José de Barros Lima, conhecido como “Leão Coroado”, seguido no ataque por seu genro, o tenente José Mariano de Albuquerque Cavalcanti.
Ao saber do ocorrido, o governador prontamente enviou seu ajudante de ordens, tenente-coronel Alexandre Tomás para sufocar a rebelião. Este, ao entrar no quartel, gritando ordens aos amotinados, foi morto por tiros comandados pelo capitão Pedro da Silva Pedroso.
Os militares rebeldes do quartel da artilharia foram para as ruas e em pouco tempo ocuparam os bairros de Santo Antônio e do Recife, no centro da cidade, libertando os civis republicanos que estavam presos. Temendo ser aprisionado e não confiando em suas tropas, o governador, acompanhado de alguns militares da guarda do palácio, refugiou-se na guarnição da Fortaleza do Brum, junto ao porto.
O marechal José Roberto Pereira da Silva, Inspetor-Geral dos Milicianos da Capitania, resiste com alguma tropa no Campo das Princesas, onde se situam o Palácio do Governo e a Casa do Erário(4), mas a falta de munição e de orientações do governador convence-no a se render. Acompanhado de seus homens, é permitido juntarem-se ao governador na Fortaleza do Brum.
A rebelião ganha adesão das camadas mais pobres da população. Os bairros São José e Boa Vista são dominados pelos revoltosos. Os comerciantes portugueses, temendo agressões e saques, fecham suas lojas e se escondem ou abandonam Recife com suas posses, fugindo para a Bahia e informando os fatos a seu governador.

Descrição: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrqr1CzPPOF9LaqlOyqfRQ7ywXYjtIv8s_o3hypiZ1ij1pnpW_J3Jfcd1w7c3rZP73OJQvIfLZzP2XVkCSs9orpOA0G1A5LVCUpxhytuj4Nqdrx6qvL1osXlkd06ae0MavsUGSPBI4Gqc/s1600/Recife+e+seus+bairros+no+in%25C3%25ADcio+do+s%25C3%25A9culo+XIX+-+historiasylvio.blogspot.com.br.jpg
Recife na Revolução Pernambucana de 1817
Imagem: 
ANDRADE, MANUEL Correia de. A Revolução Pernambucana de 1817. São Paulo: Ática,1995. p. 16-17.

Já no dia 07 de março, com Recife e Olinda dominadas, a notícia da revolução espalha-se pelo interior da capitania. Proprietários de terras dos arredores e comandantes de outras guarnições militares vêm à capital garantindo apoio.
Cercado na fortaleza com poucos militares e funcionários, sem condições de resistir, o governador assinou um ultimato que lhe foi levado pelo também revolucionário juiz José Luís de Mendonça, entregando o governo da capitania aos revoltosos. No dia 09 de março de 1817 embarcou com os sitiados da fortaleza para o Rio de Janeiro. Ao chegar na capital do reino em 25 de março, confirmou a notícia da revolução ao Ministro Interino dos Negócios Estrangeiros, Antônio de Araújo e Azevedo, o primeiro conde da Barca, que responsabilizando o governador deposto pela derrota, imediatamente o recolhe preso à Ilha das Cobras, onde ficará por quatro anos, ocupando depois cargos na corte carioca

Enquanto isso, em Recife, o governo republicano se consolidava com rapidez. Ainda em 07 de março, inspirados no Diretório francês de 1795, foram reunidos dezesseis dos mais notáveis cidadãos locais, dos quais dois eram negros, e elegeram uma junta com cinco membros representantes das categorias que lideravam o movimento, tendo como presidente o padre João Ribeiro Pessoa de Mello Montenegro. No dia 08 foi criada a Secretaria de Estado, entregue, a princípio, ao mesmo secretário do governo português anterior, José Carlos Mayrink da Silva Fernão e, posteriormente, ao padre Miguelinho. Criou-se nesse mesmo dia o Conselho de Estado, com função de prestar assessoria à Junta Governista.
A Presidência do Erário ficou a cargo do rico negociante Antônio Gonçalves da Cruz (Cabugá) que, ao partir como embaixador para os Estados Unidos, a entregou a Gervásio Pires Ferreira.
Nomeou-se o tenente Felipe Nery Ferreira como Juiz de Polícia; a Domingos Theotônio Jorge Martins Pessoa como General-em-Chefe do Exército e como General de Divisão a Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque, vulgo Suassuna, então Capitão-Mor de Olinda.
Desde o início, o governo procurou o apoio da elite local, evitando radicalismos, conciliando interesses de brasileiros e portugueses, respeitando os compromissos com a Igreja Católica e confirmando a propriedade dos senhores sobre suas terras e escravos. Os revolucionários afirmavam que, apesar de necessária, a abolição da escravidão só seria realizada a longo prazo e com as garantias legais.

Na proclamação de 29 de março, o governo revolucionário anunciava a convocação de uma Assembléia Constituinte formada pelos representantes eleitos de todas as comarcas, estabelecia a separação entre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, mantinha o catolicismo como religião oficial – mas tolerando os demais cultos cristãos – e proclamava a liberdade de imprensa. Anunciava ainda que o governo provisório seria imediatamente substituído pelo governo eleito após a aprovação da Constituição da República. (Andrade, 1995:19).


Para conquistar a simpatia do povo, este projeto de Lei Orgânica (que é o primeiro texto constitucional brasileiro) aumentou em três ou quatro vezes o soldo dos militares e promoveu os oficiais revoltosos, alguns em até três graus na hierarquia. Os impostos sobre a carne e outros alimentos essenciais foram abolidos, proibiu-se a detenção por simples denúncia, estabeleceu que os estrangeiros da região que dessem provas de adesão seriam considerados "patriotas" e permitiu-se a permanência de portugueses que não se opusessem ao modelo republicano. Garantiu o direito de propriedade (inclusive de escravos), anulação de processos civis e criminais movidos pela Coroa Portuguesa, o sequestro dos bens dos negociantes que fugiram por causa da revolução e determinou-se a cunhagem de novas moedas.
Adotou-se uma nova bandeira e, imitando a Revolução Francesa, substituiu-se o tratamento português de “vossa mercê” por simplesmente “vós” de forma a destacar a igualdade entre as pessoas, além de tratarem-se pelo termo “patriota” ou usarem este no lugar de usual “senhor”. Alguns padres mais entusiasmados, para marcar a identidade nativa, usaram aguardente nas missas em lugar do vinho e hóstias feitas de mandioca em lugar do trigo.
Para a publicação das leis e outras resoluções, se fundou em Recife a primeira tipografia da capitania (e terceira do Brasil, onde, à época, funcionavam apenas a Impressão Régia, no Rio de Janeiro, e a tipografia de Manuel Antônio da Silva Serva, na cidade de Salvador).

Entretanto era difícil o consenso dos interesses entre os envolvidos: senhores de engenho, escravos libertados, militares e intelectuais que desejavam emprego na administração pública.
Alguns dos participantes apenas ganhavam tempo, aguardando uma reação das forças leais ao governo português. Manuel Correia de Araújo, membro da Junta Governista representando os senhores de engenho, viria mais tarde colaborar com as forças governistas de repressão. Antônio de Morais Silva, senhor de engenho e respeitado intelectual, autor de um famoso dicionário, não compareceu às reuniões do Conselho de Estado para o qual foi nomeado, sempre alegando doença. Outros, como Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque, que comandou o ataque das forças militares pernambucanas, tiveram atitudes dúbias quando a revolução foi derrotada.
Além do conflito de interesses, havia uma grande massa de escravos em relação aos quais era necessário tomar decisões claras. Entre os revolucionários mais radicais, existiam os que propunham a abolição do trabalho servil, como forma a ganhar a adesão destes. Esta posição encontrava forte oposição dos proprietários rurais, cuja riqueza dependia do trabalho escravo.
Após debates iniciais, as lideranças revolucionárias assumiram uma posição ambígua quanto à questão. Os escravos não foram libertados e a participação dos negros no movimento tornou-se limitada.
Descrição: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiuyLRb8fLGNVnnWKWKn884VGTfG8Kh_twa9QAglvolsR5wJ3CUgpMhbUjyiEKxgoYds0U1EcrNjgFwjNYVacXtQah-0e71CkG1lIKVz9KDBwZlPelEMZjBRVkSBc0Glk9bM6Gk-ZkqPpE/s640/Campo+das+Princesas+-+historiasylvio.blogspot.com.br.jpg
Campo das Princesas
Imagem: colband.com.br

Adesões à Revolução Pernambucana

O movimento ganhou o apoio da Ilha de Itamaracá, decretou a prisão do juiz de foro da cidade de Goiana, associado à Monarquia e mandou emissários para outras capitanias procurando apoio.
O capitão José de Barros Falcão de Lacerda, que entre 1811 e 1812 foi comandante do presídio da Ilha de Fernando de Noronha, foi designado para ir a esta ilha, neutralizar suas fortificações e trazer para Recife os arquivos militares, a maioria dos militares que lá se encontravam em serviço e recrutar presos condenados por penas leves.
Para a Bahia foi por mar o padre José Inácio Ribeiro de Abreu e Lima (padre Roma). Parando em Sergipe, consegue a adesão do tenente-coronel Antônio José Vitoriano Borges da Fonseca, comandante de Alagoas, então comarca de Pernambuco. Chegando, porém às imediações da cidade de Salvador, foi preso ao desembarcar na praia de Itapoã, por ordem do governador da capitania baiana, onde já havia chegado a notícia da rebelião pernambucana. Padre Roma ainda teve tempo de jogar na água papéis comprometedores que trazia. O que não impediu que fosse rapidamente julgado, condenado e fuzilado em 29 de março de 1817, três dias depois de ser preso.
Para o Ceará seguiu por terra o jovem subdiácono(5) José Martiniano de Alencar que, após participar juntamente com seus familiares da proclamação da república na vila do Crato em 03 de maio de 1817, foi preso neste local com os outros envolvidos e enviados para Fortaleza. A República do Crato durou apenas oito dias, não contando com a participação de parte de sua população, o que facilitou o fim do movimento na cidade e consequentemente no Ceará.
Na Paraíba e Rio Grande do Norte instalaram-se também, com rápida e fácil adesão, governos republicanos aliados ao pernambucano. Destacam-se os governos revolucionários pernambucano e paraibano pela intensa documentação criada em seu pouco tempo de existência.
Na Paraíba, repleta de ex-alunos do Seminário de Olinda e primeira a aderir à revolução, o movimento se iniciou poucos dias depois de Recife, na vila de Itabaiana, graças ao apoio de sua principal autoridade militar, o tenente-coronel de cavalaria de linha Francisco José da Silveira. Além dele, participaram ativamente João Batista Rego, um dos chefes locais e proprietário de terras, além de Manuel Clemente Cavalcante, jovem de importante família local e que estudou em Recife. Manuel Clemente provocou um levante dos proprietários e recebeu apoio de várias vilas e povoações vizinhas, marchando sobre a cidade de Pilar e em seguida sobre a capital, a cidade da Paraíba. Não havendo resistência, formou-se uma junta governativa republicana em 13 de março de 1817. No entanto, muitos proprietários que a princípio apoiaram o movimento não gostaram da forma como foi realizada a eleição da junta, por considerarem que a escolha de seus membros não beneficiava igualmente a todos. Alguns retornaram a suas terras, apoiando depois a reação governista.
No Rio Grande do Norte, então capitania subalterna de Pernambuco, o governador, capitão-mor José Inácio Borges, considerado como simpatizante das ideias liberais, procurou na cidade de Goianinha o rico proprietário do engenho Cunhaú, coronel de milícias André de Albuquerque Maranhão, para um pacto sobre a defesa da monarquia. André Maranhão, depois de hesitar durante algumas horas, mandou prender o governador quando este pernoitava no engenho Belém, retornando à Natal. Enviou-o preso para Recife. Em 29 de março de 1817, diante do desinteresse da população, criou-se uma junta revolucionária dirigida pelo padre Feliciano José Dornellas e composta pelo coronel André de Albuquerque Maranhão, o tenente-coronel José Peregrino e o capitão-mor João de Albuquerque Maranhão.

Descrição: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh9SZ5WinOv20b9XBIvhTkgB-rKXce3XCkyntKXoi7QhGI6gKUC8x0uvRdoLLWw2uoIU8g1Hu4dbqpHyoLVgfKB5TYfNYIL9W8s5qBZiQXkPWknYlIzHtCR9DIIku7Fs75sLw-kYXyTesk/s1600/Bandeira+da+Revolu%25C3%25A7%25C3%25A3o+Pernambucana+de+1817+-+historiasylvio.blogspot.com.br.jpg
Bandeira da República Pernambucana
Imagem: pt.wikipedia.org

A diplomacia dos revolucionários pernambucanos no exterior

Ao mesmo tempo em que o governo revolucionário pernambucano procurava a adesão de outras capitanias, enviava representantes ao exterior para conseguir apoio. Para a manutenção da nova república, movimentou-se a maçonaria em conseguir simpatia e recursos junto às suas lojas de Londres e, em particular, dos Estados Unidos.
Para o Rio da Prata (Argentina) seguiu Félix José Tavares de Lima, com instruções para conseguir também ajuda entre os paraguaios, mas não obteve resultados.
Para a Inglaterra foi Henry Kesner, um comerciante inglês residente em Recife, para se encontrar com o ministro Lord Castlereargh e pedir proteção daquele país para a república pernambucana. O governo inglês, porém, permaneceu neutro. Kesner também entregou documentos ao jornalista Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça convidando-o para defender a causa da revolução em Londres e lhe oferecendo o cargo de ministro plenipotenciário(6) da nova República. Este se negou a fazê-lo e publicou em sua revista (Correio Brasiliense) os documentos recebidos, com censuras ao movimento, que julgou imprudente e contrário aos interesses do Brasil.
Para os Estados Unidos foram o tenente Domingos Malaquias de Aguiar Pires Ferreira e o negociante maçom Antônio Gonçalves da Cruz (Cabugá). Desembarcaram em maio de 1817 na Filadélfia com 800 mil dólares (aproximadamente 12 milhões de dólares, atualizado ao câmbio de 2007) e três objetivos: comprar armas e munições, convencer o governo americano a apoiar os rebeldes em troca de gêneros livres de impostos por vinte anos aos comerciantes americanos e recrutar oficiais norte-americanos da marinha ou antigos revolucionários franceses exilados nos Estados Unidos para, com a ajuda destes, melhorar a organização da revolução em Pernambuco.
Em troca da participação dos oficiais franceses, os pernambucanos os apoiariam na libertação de Napoleão Bonaparte, exilado então pelos ingleses na Ilha de Santa Helena, transportando-o para Recife e posteriormente para os Estados Unidos.
Cabugá dedicou-se aos encontros diplomáticos e recrutamento dos militares enquanto Domingos Malaquias ocupou-se das medidas práticas para a compra das armas. Cabugá chegou a se encontrar com o ex-presidente americano Adams e com o Secretário de Estado, Richard Rush, mas somente conseguiu o compromisso de que, enquanto durasse a rebelião, os Estados Unidos autorizariam a entrada de navios pernambucanos em águas americanas e que também aceitariam dar asilo ou abrigo a eventuais refugiados, em caso de fracasso do movimento.
Os Estados Unidos ignoraram a proposta de apoio e prontamente (assim com a Inglaterra) legislaram no sentido de ser proibido o fornecimento oficial de armas e munições aos rebeldes.
Descrição: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiU3oOUaHMpbNq_76ziAC5osuvoEbgxB_I9T8V1tp6931ioaOkmKzGt3w-NNjF1QG0ELaEA_JJMjpzvVh6IUvcFLw-JF4zK2Mvekih6caZLcaZQ77D0Xa1kVlN5U7FOjf5cbrA03O0qwic/s640/Pernambuco+1817+-+historiasylvio.blogspot.com.br.jpg
Bandeira da República Pernambucana de 1817
Extraída do livro "Anais Pernambucanos" ( Pereira da Costa )

Conflitos na Revolução Pernambucana de 1817

O dividido governo provisório pernambucano entrou em crise quando Domingos José Martins, que havia formado uma tropa com trezentos escravos negros tirados de seus senhores, prometeu-lhes alforria para incentivá-los à luta. Para piorar a situação, Domingos Theotônio Jorge Martins Pessoa incentiva os negros a uma rebelião pela liberdade, enquanto o governo provisório (do qual os dois eram líderes na Junta Governista) tentava tranquilizar a população, principalmente os ricos senhores de terras, quanto ao direito de propriedade.
O fato é que as elites agrárias poderiam ser anticolonialistas ou liberais, mas não eram antiescravistas, uma vez que sua riqueza dependia dessa mão-de-obra. E isso valia não apenas para os nordestinos, mas para todo o Brasil da época.
Estas contradições causaram a perda de confiança das classes ricas que participavam da revolução, levando a maioria dos proprietários de terras e escravos do interior da capitania a apoiar o exército real e colaborar na reconquista de Recife.
Os senhores de engenho não apoiaram a revolução e os comerciantes ainda menos. Portugueses em sua maioria, poucos deles se aliaram aos rebeldes. Apenas alguns, geralmente brasileiros, ficaram com os revolucionários, como Domingos José Martins e Gervásio Pires Ferreira.
Após o fim da revolução, muitos senhores de engenho e comerciantes alegaram que tinham colaborado com os rebeldes à força ou à espera de uma oportunidade para enfrentá-los. Um bom exemplo deste oportunismo é o caso e José Carlos Maynrink da Silva Ferrão, que era secretário do governador deposto pelos revolucionários, continuou neste cargo durante a breve república pernambucana e depois que os revolucionários foram derrotados permaneceu ligado ao governo português.

Em Pernambuco, mesmo com a posse dos principais centros urbanos (Recife e Olinda), a revolução republicana não conseguiu impor seu domínio sobre todo o território da capitania. Apesar das vitórias nas capitais da Paraíba e do Rio Grande do Norte, havia nestas capitanias focos de resistência no interior e desinteresse ou atitude duvidosa de parte da população.
A defesa do território conquistado pelos revolucionários era difícil. O governo revolucionário contava com aproximadamente 3 mil homens, entre militares do Exército e civis voluntários, o que era uma tropa pequena em comparação ao tamanho do território. Os rebeldes tentaram organizar uma cavalaria, oferecendo o posto de capitão a quem formasse uma companhia de aproximadamente cem homens, mas não possuíam oficiais competentes para isso. Com uma grande faixa litorânea para defender e sem uma marinha de guerra, os pernambucanos aparelharam um brique(7), duas canhoneiras e uma embarcação mercante, colocando-os sob o comando de Luís Francisco de Paula Cavancanti, proprietário rural sem prática de navegação.

O governador da Bahia, capitão-general Marcos de Noronha e Brito, o Conde dos Arcos, após o fuzilamento do padre Roma, mesmo sem instruções do governo do Rio de Janeiro, rapidamente mobilizou os recursos militares da capitania, transformando-a na base das forças portuguesas para conter as forças revolucionárias.
Sem demora, em 28 de março de 1817, enviou para Alagoas uma força terrestre como vanguarda, sob o comando do major José Egídio Gordilho Veloso de Barbuda para combater a pequena tropa de que dispunha Borges da Fonseca. A tropa alagoana dispersou sem oferecer resistência e seu chefe foi preso. Ao mesmo tempo avançavam rumo a Recife uma frota, armada às pressas, para realizar o bloqueio de seu porto, e por terra a maior parte da tropa, com aproximadamente 4 mil homens, sob o comando do marechal Joaquim de Melo Leite Cogominho de Lacerda. Quando as tropas atravessaram o Rio São Francisco em 01 de maio, marcharam sem dificuldades, com o apoio dos proprietários alagoanos, para o norte em direção a uma Recife já bloqueada pelo mar, pela força naval baiana comandada pelo capitão Rufino Pires.

Enquanto isso, no Rio de Janeiro, a notícia da revolução causou grande repercussão na população. Imediatamente após saber da revolução pernambucana, a Coroa despachou para Recife uma pequena esquadra composta de uma fragata, duas corvetas e uma escuna, sob o comando do contra-almirante Rodrigo José Ferreira Lobo e as nações amigas foram notificadas do bloqueio naval aos rebeldes.
Reuniu-se, sob a supervisão pessoal de Dom João VI, a maior parte do material e contingentes militares disponíveis em meio a manifestações de apoio, com particulares fazendo doações para a compra das armas e munições necessárias, enquanto voluntários alistavam-se para as tropas de milícias.
Do Rio de Janeiro, em 02 de abril de 1817, seguiu uma expedição militar, que sob as ordens do capitão-general Luis do Rego Barreto, reunia duas naus de guerra e de nove a dez embarcações menores levando quatro batalhões de infantaria, dois esquadrões de cavalaria e um destacamento de artilharia com oito canhões, num total de 4 mil homens. Foi enviada ao mesmo tempo, para Portugal, ordem de trazer dois regimentos de infantaria, num total de 2600 homens, parte destinada a reforçar a expedição incumbida a Luis do Rego Barreto, enquanto outra parte deveria ficar em Salvador.

A pronta ação do Conde dos Arcos [...] parece ter inibido qualquer manifestação na Bahia por parte de simpatizantes do movimento, que, ao que tudo indica, não seriam poucos. Na própria Corte suspeitou-se da existência daqueles simpatizantes, e, ao se ter notícia da Revolução, um dos principais atos do Governo foi mandar proceder a uma devassa sobre os acontecimentos, que a muitos fez colocar na prisão no Rio de Janeiro. (Mourão, 2009:22).

No dia 20 de abril, de acordo com o padre pernambucano Dias Martins, “proclama-se a Pátria em perigo” e lança-se mão da convocação de escravos (pelo que seus senhores seriam indenizados) para integrarem as forças que, sob as ordens dos principais líderes militares iriam combater as tropas vindas da Bahia. A maioria dos senhores de terra não atendeu à convocação, não havendo, portanto, significativo reforço nas forças revolucionárias.
Em 23 de abril a esquadra carioca chega a Recife, completando o bloqueio naval da cidade. O plano da Coroa Portuguesa era atacar por duas frentes: bloquear Recife pelo mar, aproveitando o ponto fraco da ausência de uma marinha de guerra e impedir a retirada dos rebeldes por terra.
Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque marcha pelo interior da capitania pernambucana comandando a maior parte das tropas republicanas ao encontro da tropa vinda da Bahia, encontrando no trajeto forte antipatia dos proprietários de terra e das autoridades locais. Nessa expedição os revolucionários venceram algumas forças organizadas às pressas pelos senhores locais, obrigando-as a ir para o sul.
Na medida em que as tropas vindas da Bahia penetram nos territórios alagoano e pernambucano, vários povoados os apoiam. Percebendo a fragilidade das forças revolucionárias, partidários leais à Coroa iniciam ataques nas capitanias da Paraíba e do Rio Grande do Norte. Ocorrem combates no interior e pequenas localidades. Em algumas vilas, como na paraibana Mamanguape, os rebeldes resistem casa por casa, mas são obrigados a recuar para a capital.

A primeira derrota dos rebeldes pernambucanos ocorreu em 02 de maio na batalha do engenho Utinga, seguida de outra mais grave, em 13 de maio, no engenho Trapiche, perto de Serinhaém. Nesta última, em desvantagem numérica, os republicanos abandonam toda sua artilharia e boa parte de sua munição, além de ter aproximadamente 300 homens feitos prisioneiros. Diante da impossibilidade de sustentar o ataque, as forças rebeldes retiram-se durante a noite para Recife.

Outra expedição republicana que seguia pelo litoral, liderada por Domingos José Martins, membro da Junta Governista, foi surpreendida em 16 de maio pelo capitão José dos Santos, das milícias de Penedo, quando este atravessa o Rio Merepe comandando quase 300 homens em duas companhias de infantaria, duas de pardos de Penedo e uma de caboclos do Atalaia. O destacamento republicano foi dizimado próximo ao engenho Pindoba e Domingos José Martins foi ferido e preso.

Descrição: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiotTup_AdlMK7QXxw-pJ8elFLUkP9NmrhZBa0qga4rNCzXtblKUYHYgNkbCMj3PvQ5gQ116n0RmUMeGZNt9jXkB9pqfJwX42gSvQe4DIi2aCRqJEzN-ds0jpXI7nzbUq9IooeZo-bjXdo/s1600/Julgamento+do+padre+Miguelinho+-+historiasylvio.blogspot.com.br.jpg
Julgamento do padre Miguelinho
Imagem: brasilescola.com

Cerco e rendição de Recife

O cerco das tropas baianas com um efetivo de aproximadamente 4 mil homens se fecha sobre Pernambuco por terra e mar, e em Recife a comida começa a faltar. Percebendo a situação insustentável, o governo provisório manda o ouvidor José da Cruz Ferreira com uma proposta de rendição ao almirante Rodrigo Lobo, caso fosse concedida anistia a todos rebeldes e o direito de saírem do país quando quisessem. O almirante só aceita a rendição incondicional.
Ao saber da resposta, parte da população se prepara para defender a cidade e outra parte foge para bairros distantes e povoados que ofereciam maior segurança. Os ricos comerciantes portugueses se unem e oferecem 100 contos aos membros do governo para que renunciem à luta e saiam da cidade. A oferta é recusada. Tentando controlar a situação, a Junta Governista concede poderes ditatoriais ao representante das Forças Armadas, ex-capitão e agora general Domingos Theotônio Jorge Martins Pessoa.
Chega então a Recife, Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque com o que resta das tropas revolucionárias, derrotadas nas batalhas dos engenhos Utinga e Trapiche.
Em 17 de maio, Domingos Theotônio envia novamente o ouvidor como mensageiro à presença do almirante com o aviso de que o chefe republicano insiste na proposta de rendição com anistia e espera uma resposta favorável o meio-dia do dia seguinte, caso contrário seriam degolados todos os militares e civis do partido realista presos. Além disso, também seriam mortos todos os portugueses que se encontravam na cidade e os bairros de Boa Vista, Santo Antônio e Recife seriam incendiados e arrasados.
Novamente o almirante não cede e se passa o prazo do dia 18 de maio. Na manhã de 19 de maio, Domingos Theotônio resolve abandonar a cidade levando para o interior algumas forças, equipamento militar e os cofres do tesouro público, com a intenção de resistir em local e momento mais favoráveis utilizando tática de guerrilhas. Foi acompanhado pelos membros do governo, padre João Ribeiro de Pessoa de Mello Montenegro e o ouvidor Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva. No final da tarde, a tropa acampa no engenho Paulista, distante aproximadamente 20 quilômetros de Olinda.

As forças republicanas que permanecem em Recife, constituídas em sua maior parte de milícias irregulares, não tinham condições de superar forças militares profissionais em maior número e com mais armamento. Para evitar maior derramamento de sangue e pensando em sua situação pessoal, ainda no dia 19 de maio, o general Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque abre negociações com os chefes militares portugueses. O almirante Rodrigo Lobo exige a rendição incondicional e imediata dos revolucionários.
O governo provisório republicano de Pernambuco, isolado e sem defesas, se rende incondicionalmente em 20 de maio de 1817, depois de 74 dias de existência, e o almirante Rodrigo Lobo desembarca em Recife, assumindo o governo da capitania.
O almirante foi recebido com festas e é aclamado nas ruas aos sons dos sinos das igrejas e banda de música. Grande parte da população de Recife, que em março comemorou a revolução republicana, celebrou em maio a restauração do regime monárquico. Pessoas invadem as casas dos chefes da revolução, saqueando e queimando-as. A bandeira portuguesa é hasteada nos mastros dos quartéis e repartições públicas, saudada pela artilharia das fortalezas.

Descrição: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjS_FKi-syDmA8-s1ZNUdva3z8NFJ5q_cpNKsPMSGMe09CSZxn5CsYQ7-NLPqeFGoh5i5wA1tLneSFNCq_gP_K-CRx-REwbFssxhbS7JAt4nAzOYTfyNlL7lIo7WEPN1qyHJWx5nVxfuYg/s1600/Fuzilamento+do+padre+Miguelinho+-+historiasylvio.blogspot.com.br.jpg
Fuzilamento do padre Miguelinho
( 12 de junho de 1817, no Campo da Pólvora, em Salvador - BA )
Imagem: overmundo.com.br

Prisões e mortes dos revolucionários de 1817

No acampamento da tropa revolucionária em retirada, próximo à meia-noite, os líderes derrotados se reúnem em conselho buscando uma resolução, que não é alcançada. Após esta reunião, o padre João Ribeiro entra na capela do engenho e enforca-se. Ao longo da noite, na ânsia de salvar a vida, as pessoas aos poucos vão se retirando e na manhã seguinte não restava quase ninguém no engenho Paulista. O equipamento militar e os cofres com o tesouro público permaneceram, intactos, no local.
Domingos Theotônio e padre Miguelinho são presos enquanto tentam fugir. O ouvidor Antônio Carlos apresenta-se voluntariamente na cadeia de Igaraçu. José Luís de Mendonça, que não saiu de Recife, se apresenta ao almirante Rodrigo Lobo. Estes e outros presos envolvidos no movimento são enviados em três navios de guerra para a Bahia para serem julgados.
No Rio Grande do Norte, em 26 de abril de 1817 os legalistas já haviam deposto a junta revolucionária, ocasião em que foi morto por espadas o coronel de milícias André Albuquerque de Maranhão, membro da junta revolucionária. Em junho reassumiu o governo da capitania o capitão-mor José Inácio Borges.
Na Paraíba, percebendo as dificuldades do movimento republicano em Pernambuco, uma junta legalista local conseguiu retomar posse com um governo interino em 07 de maio de 1817, prendendo os principais líderes republicanos locais.
O capitão José de Barros Falcão de Lacerda, retornando da Ilha de Fernando de Noronha, foi detido juntamente com alguns militares e ex-presos que estavam na ilha, ao desembarcarem na Baía da Traição, na Paraíba. Para a ilha foi mandada parte da frota que bloqueava Recife, dominando facilmente os poucos militares que lá se encontravam.
Governos republicanos revolucionários em 1817
Local
Início
Término
Pernambuco
 06 de março de 1817
20 de maio de 1817
 Paraíba
 13 de março de 1817
07 de maio de 1817
Rio Grande do Norte
 29 de março de 1817
 26 de abril de 1817
 VILLALTA, Luiz Carlos. Pernambuco, 1817: "encruzilhada de desencontros" do Império Luso-Brasileiro. 
Notas sobre as idéias de pátria, país e nação. Revista USP.

Em 29 de junho de 1817, com a revolução já controlada, chega a Recife o novo governador, capitão-general Luís do Rego Barreto, acompanhado dos 4 mil homens vindos do Rio de Janeiro, que em pouco tempo receberiam o reforço das tropas vindas de Portugal, com experiência em combate contra os franceses na Península Ibérica.
Militar rígido e fiel ao rei, o novo governador de Pernambuco era favorável a uma punição exemplar para os revolucionários. Seguiram-se nove meses de prisões, julgamentos e execuções. O número de executados só não foi maior porque Luís do Rego Barreto se desentendeu com as autoridades judiciárias pernambucanas, o que ocasionou a transferência de muitos prisioneiros para a Bahia.
No dia da partida de Recife para Salvador, os prisioneiros são obrigados a caminhar pelas principais ruas da cidade acorrentados nas mãos e pés. Os navios que irão levá-los estão repletos de portugueses e realistas que os insultam. Os prisioneiros são presos no pescoço com correntes que os obrigam a permanecer deitados durante a viagem, onde recebem comida propositalmente salgada e não recebem água.
Entre os participantes da Revolução de 1817, treze presos foram condenados à morte. Quatro foram fuzilados em Salvador. Em Pernambuco, nove foram enforcados, tendo depois seus corpos esquartejados, com as cabeças e mãos expostas em diferentes locais públicos de Pernambuco e da Paraíba, e os troncos amarrados e arrastados por cavalos até o cemitério.
Fontes sem confirmação estimam aproximadamente 1600 mortos ou feridos nos combates, 800 degredados (números que se pode considerar exagerados) e 117 presos em Salvador por quatro anos, até serem anistiados em 1821.

Morreram ainda como consequência direta no envolvimento da revolução em 1817:
José Inácio Ribeiro de Abreu e Lima (padre Roma): Nascido em Recife, teólogo e bacharel em Direito, deixou a vida sacerdotal para dedicar-se à advocacia e à política. Enviado pelo governo revolucionário à Bahia, foi descoberto, preso, rapidamente julgado, condenado e fuzilado em 29 de março de 1817 no Campo da Pólvora em Salvador, três dias depois de ser preso. A execução foi assistida obrigatoriamente por seu filho, então capitão José Inácio de Abreu e Lima, posteriormente conhecido como general Abreu e Lima.
João Ribeiro de Pessoa de Mello Montenegro (padre): Maçom. Nascido em Tracunhaém, Pernambuco, era professor do Seminário de Olinda e foi eleito presidente da junta governista revolucionária em Pernambuco. Construiu uma biblioteca particular em sua residência, disponibilizando volumes para vários companheiros de ideologia iluminista. Com a derrota da revolução, suicidou-se no interior da capela do engenho Paulista. Três dias depois de seu suicídio, o corpo enterrado ao lado da capela foi exumado e mutilado, suas mãos enviadas para Goiana (PE), e sua cabeça, após ser exibida pelas ruas de Recife ao longo do dia da exumação, por ordem do governador ficou espetada por dois anos no poste do pelourinho em frente à Igreja do Corpo Santo, no Recife.
André de Albuquerque Maranhão (coronel de milícias a cavalo): Nascido em Canguaretama, Rio Grande do Norte, foi um dos líderes do movimento separatista, tornando-se presidente do governo provisório no Rio Grande do Norte diante da pouca ação do padre Dornellas, escolhido para o cargo. Em 26 de abril de 1817, sentado à mesa dos despachos, teve sua sala invadida pelos contra-revolucionários. Negou-se a se entregar e reagiu, sendo ferido por Antônio José Leite Pinho, que o atingiu com a espada. Ferido, foi conduzido para a Fortaleza dos Três Reis Magos e colocado a noite inteira no chão molhado de uma cela escura. Agonizou sem assistência e perto de sua morte, seu amigo – padre Dornellas – prestou-lhe as últimas orações. Morto aos 40 anos, pela manhã, transportaram seu corpo nu e coberto com sangue coagulado para ser sepultado sem caixão na Igreja Matriz. Seu cadáver foi enterrado com grilhões.

Em 06 de fevereiro de 1818, por ocasião da aclamação do rei Dom João VI, foi determinada a suspensão da devassa sobre a revolução e de novas prisões. Os réus sem culpa comprovada foram libertados, continuando presos em Salvador os envolvidos que estavam com processo formado.
Em 10 de fevereiro de 1821 são anistiados e libertados 117 rebeldes presos em Salvador, em um momento que Dom João VI buscava apoio para enfrentar o crescente questionamento de sua autoridade em Portugal. Entre os libertos estava o frei carmelita Joaquim do Amor Divino Rabelo Caneca (Frei Caneca) e outros que participariam da Confederação do Equador(8) em 1824. O padre Francisco Muniz Tavares e o ex-ouvidor de Olinda, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva, recém-saídos da prisão em Salvador, foram eleitos para representar o Brasil em Portugal nas Cortes Constituintes(9) de 1822.

O capitão-general Luís do Rego Barreto recrutou grande número de soldados entre a população pernambucana, formando uma volumosa tropa comandada por oficiais portugueses de sua confiança. Com a tropa mantinha a população sob rigorosa vigilância.
Se era fácil controlar os moradores de Recife e Olinda, o mesmo não ocorria no interior da capitania, dominado pelos grandes proprietários que possuíam muitos escravos e moradores pobres dependentes. Isso permitiu que os senhores de terras se organizassem para resistir às determinações do novo governo, levando a uma nova revolução na região em 1824, a Confederação do Equador.

A tradição republicana de Pernambuco lhe trouxe perdas territoriais. Em 16 de setembro de 1817, como prêmio à colaboração dos alagoanos na revolução, a Comarca das Alagoas foi desmembrada de Pernambuco, tornando-se uma capitania. Nova perda ocorreria em 1824, quando após a Confederação do Equador, a Comarca do São Francisco, que lhe pertencia, seria anexada à Minas Gerais, sendo transferida em 1827 para a Bahia.

Descrição: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhIj3RymUnDjkGa_lEfatXomr07G68_9jjfjq2NgWIztAlM9Kgc06S7hgYl68z_xldM0P_VZLVzewGrOZGfzu0dMQmyH2LmXunWAbTYtS8qn-0FUh3qjwJIpUhXGaNv9V044w1B_YHrvpg/s1600/Pernambuco+-+1817+-+historiasylvio.blogspot.com.br.JPG
Pernambuco em 1817
Imagem: juvando.blog.uol.com.br

A revolução pernambucana e a independência do Brasil

Se a Conjuração Mineira foi o primeiro movimento de caráter republicano na história brasileira que preocupou as autoridades portuguesas, foi a Conjuração Baiana, mais ampla e popular em sua composição social e proposta, a primeira revolução articulada pelas camadas populares que pretendiam uma república abolicionista, defendendo o fim da escravidão e a participação igualitária de todas as raças na administração pública.
A Revolução Pernambucana tem o duplo mérito de ser o primeiro ato concreto de contestação ao domínio português em solo brasileiro, colocando em prática as ideias republicanas, e de ser a ocasião em que se inicia a diplomacia no Brasil, com correspondência partindo do solo brasileiro para outras nações, tanto por parte da Coroa Portuguesa quanto do governo republicano pernambucano. Por estes motivos, é considerada o embrião da formação política da atual nação brasileira.

A Revolução de 1817 é o marco fundador da História Diplomática do Brasil. Até o dia 6 de março daquele ano, o Brasil, não somente aos olhos dos próprios cidadãos que o habitavam, mas aos olhos do mundo, era apenas o território português na América, antes colônia, e, por aquela época, felizmente constituído em Reino Unido. [...] Até aquele 6 de março, toda a América espanhola estava insurgida e revolucionada. [...] O Brasil, entretanto, permanecia pacificamente português, nem um único sinal conhecia o mundo de um mais remoto desejo de independência, seja de Portugal, seja da Monarquia da dinastia de Bragança.
[...]
A correspondência diplomática internacional, a cobertura da imprensa e a própria consciência das elites na América portuguesa revelam que a Revolução de 1817 fez o Brasil, pela primeira, vez partícipe do movimento libertador que inflamava o resto do continente. O Brasil surgia não mais como a colônia ou o reino unido português bragantino, mas como uma entidade nacional com vontade própria de soberania, com vontade própria de liberdade, com vontade própria de reorganização social. (Mourão, 2009:174-175).
Há um crescente número das pessoas executadas após julgamento. Na Conjuração Mineira em 1789 foi uma pessoa, na Conjuração Baiana em 1798 foram quatro e na Revolução Pernambucana em 1817 foram treze.
Em Pernambuco não houve mudanças nas sentenças iniciais. O número de executados seria ainda maior, não fosse as intervenções de Dom João VI em 1818, determinando o fim de novas investigações e prisões, e em 1821, declarando anistia aos que ainda se encontravam presos, aguardando o final do processo judicial. Estas atitudes visavam conseguir apoio popular em um momento que o rei iniciava seu governo, pressionado por fortes nações e ideologias estrangeiras.
O aumento no número e nível das punições é sinal inequívoco da necessidade e dificuldade cada vez maiores das autoridades portuguesas em intimidar e submeter os brasileiros. Não mais bastavam poucos executados, seguidos de alguns degredados, para oprimir rebeldes. Julga-se então necessário também arrastar os corpos à cavalo, fuzilar, condenar à prisão e ao degredo centenas de pessoas, entre civis, militares e cléricos, pessoas de todas as classes sociais, representantes de diversas categorias intelectuais e econômicas.

Em uma avaliação final, pode-se afirmar que as conjurações mineira e baiana falharam em proclamar a república e a revolução em Pernambuco não conseguiu mantê-la, mas estes movimentos tiveram destacado papel no processo de pressão política que conduziu à proclamação da independência do Brasil em 1822.
Descrição: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgsoDguW_NbF2X5PDU2wjxW9kxH3sJ731KY6kFPPeo2T5_npZngDzV29ItujRP4am50liP4GTkLiilKKLqoMKvw-QxyKZLJg3QOMaAt2TqrnH6Ev3m6FyMkG3lT0YmSeb4_J8pxBgK5XU4/s1600/Independ%C3%AAncia+-+Tiradentes+a+Pedro++-+historiasylvio.blogspot.com.br.jpg
Os movimentos republicanos no Brasil Colônia
( Inconfidência Mineira, Revolta dos Alfaiates e Revolução Pernambucana )
Imagem: geoprofessora.blogspot.com.br

Glossário:

(1) 
Guerra dos Mascates: “Conflito ocorrido entre os proprietários rurais pernambucanos e os comerciantes portugueses, em torno da emancipação do Recife com relação a Olinda.” (Andrade, 1995:05).
(2) A Espanha aliou-se à França comandada por Napoleão, que por sua vez invadiu Portugal, obrigando a família real portuguesa a fugir para o Brasil. Para recuperar territórios, riquezas e prestígio, Dom João VI invadiu a Guiana (território francês ao norte do Brasil) e a região do Prata (território espanhol correspondente ao atual Uruguai). Deste modo, pretendia na América diminuir a riqueza dos dois inimigos, auxiliando Portugal em sua guerra de resistência na Europa.
(3) “Areópago: Tribunal ateniense. Reunião de sábios.” (Rocha, 1996:51).
(4) “Erário: Tesouro público.” (Rocha, 1996:242).
(5) “Diácono: Clérigo [Quem recebe as ordens sacras] cuja função é inferior à do padre.” (Ferreira, 1993:125;184). “Diácono: Na Igreja Católica, possui o primeiro grau do Sacramento da Ordem, sendo ordenado não para o sacerdócio, mas para o serviço da caridade e da proclamação da Palavra de Deus e da liturgia.” (Wikipédia. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Di%C3%A1cono.
(6) “Plenipotenciário: Enviado de um governo que leva plenos poderes para negociação junto de outro governo.” (Rocha, 1996:480).
(7) “Brique: Navio de guerra do século XIX, às vezes também usado como navio mercante.” (Andrade, 1995:27).
(8) Confederação do Equador: Conflito em que as capitanias do Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará, chefiadas por Pernambuco, uniram-se em uma república federativa independente por discordarem da Constituição imposta por Dom Pedro I, após este acabar com a Assembléia Constituinte que desejava limitar seus poderes como imperador. (Corrêa, 1974:143).
(9) Cortes Constituintes: Assembléia de deputados eleitos em Portugal e no Brasil após a Revolução do Porto (1820), que se reuniu em Lisboa para elaborar a primeira Constituição Portuguesa. (Andrade, 1995:27).
«
O texto acima é uma adaptação do capítulo "Revolução Pernambucana" da monografia "Os movimentos republicanos de emancipação no Brasil Colônia e seus heróis na República", escrita por mim. 
Caso queira ver o texto completo, com as fontes de consulta, cronologias, biografias e condenações dos principais envolvidos, além da comparação entre a Revolução Pernambucana e as inconfidências baiana e mineira como principais movimentos republicanos no Brasil Colônia, a monografia está disponível no seguinte link: 
Para saber mais sobre a bandeira dos revolucionários pernambucanos, acesse o link:

Para saber como os revolucionários pernambucanos quase participaram do resgate de Napoleão Bonaparte, mantido prisioneiro pelos ingleses na Ilha de Santa Helena, acesse o link:
http://historiasylvio.blogspot.com.br/2013/12/pernambucanos-e-franceses-em-1817.html  

«


Esta vídeoaula, produzida pelo professor Cesar Mota, mostra os principais fatos relacionados à Revolução Pernambucana de 1817.

«

Fontes de consulta:
Wikipédia
Revolução Pernambucana

Multirio
A Revolução Pernambucana de 1817

Guia Dicas
O que foi a Revolução Pernambucana

História Blog

A Revolução Pernambucana (1817)
ANDRADE, Breno Gontijo. A revolução dos padres de 1817. Diálogos. Programa de Pós-graduação em História da Universidade Estadual de Maringá, Maringá, v. 15, n. 1, p. 243-248, 2011.

ANDRADE, Manuel Correia de. A Revolução Pernambucana de 1817. Coleção Guerras e Revoluções Brasileiras. São Paulo: Ática,1995.

Brasil 500 Anos. São Paulo: Editora Abril. 1999. 2 v.  

CAHÚ, Sylvio de Mello. A Revolução Nativista Pernambucana de 1817. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército, 1951.

DUARTE. Marcelo. O Guia dos curiosos – Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.

MOURÃO, Gonçalo de Barros Carvalho e Mello. A revolução de 1817 e a história do Brasil : um estudo de história diplomática. Brasília: Fundação Alexandre de Gusmão, 2009.  

TAVARES, Francisco Muniz. História da Revolução de Pernambuco em 1817. Recife: IAHGP, 1917.

VIANNA, Helio. História do Brasil. 12. ed. São Paulo. Edições Melhoramentos, 1975.

VILLALTA, Luiz Carlos. Pernambuco, 1817: "encruzilhada de desencontros" do Império Luso-Brasileiro. Notas sobre as idéias de pátria, país e nação. Revista USP, São Paulo, n. 58, p.58-91, jun./ago., 2003.
Poderá também gostar de:

Postado por Sylvio Mário Bazote às 09:27 Descrição: https://resources.blogblog.com/img/icon18_email.gif
9 comentários:
  1. Descrição: http://lh5.googleusercontent.com/-qzszxgFmEb4/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAACE/eAzzuEuvFag/s35-c/photo.jpg
Adoro essa rebelião: pela primeira vez, conseguimos conquistar um governo! A proclamação da independência poderia ter começado lá!
  1. Descrição: http://2.bp.blogspot.com/-JweBEdUiIa0/UV2OdMe2iWI/AAAAAAAAHSk/hRKRJopxaCQ/s35/Sylvio%25252BBazote.JPG
Também tenho muita admiração pela coragem e dignidade com que os pernambucanos inauguraram a primeira manifestação da identidade brasileira.

A Revolução Pernambucana foi o marco histórico que mostrou aos portugueses que era insustentável manter o Brasil subjugado, sendo o início do caminho da nossa independência.
Lamentável o fato de que seja tão pouco divulgada!
    1. Descrição: http://lh3.googleusercontent.com/zFdxGE77vvD2w5xHy6jkVuElKv-U9_9qLkRYK8OnbDeJPtjSZ82UPq5w6hJ-SA=s35
Se tivesse ocorrido nas terras do Sul, hoje em dia, certamente, seria muito divulgada.
  1. Descrição: http://lh3.googleusercontent.com/zFdxGE77vvD2w5xHy6jkVuElKv-U9_9qLkRYK8OnbDeJPtjSZ82UPq5w6hJ-SA=s35
Maravilhoso artigo, parabéns!
  1. Descrição: http://lh3.googleusercontent.com/zFdxGE77vvD2w5xHy6jkVuElKv-U9_9qLkRYK8OnbDeJPtjSZ82UPq5w6hJ-SA=s35
Caro Sylvio, muito obrigado pelo marvilhoso artigo, parabens ! Penso que o "Henry Kesner" mencionado é mais provavelmente "Henry Koster" autor de "Travels in Brazil", residente de Vila Velha aquí na Ilha de Itamaracá e amigo do Padre Tenorio maçom e párroco de Itamaracá. (Tenorio foi enforcado pelas royalistas no 10 de Julio 1817) Koster foi intimo do historiador inglês Robert Southey. Um abraço desde Pernambuco !
  1. Descrição: http://img1.blogblog.com/img/blank.gif
Sylvio, parabéns pelo excelente texto. Há tempos estava procurando por um artigo tão detalhado e completo!
    1. Descrição: http://2.bp.blogspot.com/-gxbe6VGK8zE/VQtXfewH5XI/AAAAAAAAKT4/FiNC548gWjk/s35/Sylvio%25252BM%252525C3%252525A1rio%25252BBazote.JPG
Obrigado. Espero que a postagem sobre os pernambucanos e franceses em 1817 também tenha sido útil.
  1. Descrição: http://img1.blogblog.com/img/blank.gif
Muito bom artigo, sou pernambucano e adoro histórias sobre a Revolução Pernambucana, esse seu artigo tem bastantes detalhes, parabéns!

Pernambuco Imortal!!!
  1. Descrição: http://img1.blogblog.com/img/blank.gif
Em 2017 estaremos comemorando o bi-centenário da revolução Pernambucana de 1917. Gostaria de ver mais empenho dos historiadores para marcar esta data. Não vejo nada se movendo nessa direção. è uma pena. Pois devemos nos orgulhar muito desse movimento.
Links para esta postagem