terça-feira, 25 de outubro de 2011
Charles Haanel
O mundo inteiro está no limiar de uma nova consciência, um novo poder e uma nova percepção dentro do ser.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Tábua de Esmeralda
Tábua de esmeralda
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Tábua de Esmeralda)
A Tábua de Esmeralda (ou Tábua Esmeraldina) é o texto que deu origem àAlquimia islâmica e ocidental.
Surgiu primeiramente nos textos seguintes: Kitab Sirr al-Khaliqa wa Sanat al-Tabia(c. 650 d.C.), Kitab Sirr al-Asar (c. 800 d.C.), Kitab Ustuqus al-Uss al-Thani (século XII), e Secretum Secretorum (c. 1140).
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[editar]Tabula Smaragdina
O texto em latim, escrito por João de Sevilha (Johannes Hispaniensis), emSecretum Secretorum, é apresentado abaixo:
- (1) Verum sine mendacio, certum et verissimum:
- (2) Quod est inferius est sicut quod est superius, et quod est superius est sicut quod est inferius, ad perpetranda miracula rei unius.
- (3) Et sict omnes res fuerunt ab Uno, mediatione unius, sic omnes res natæ fuerunt ab hac una re, adaptatione.
- (4) Pater ejus est Sol, mater ejus Luna;
- portavit illud Ventus in ventre suo; nutrix ejus Terra est.
- (5) Pater omnes Telesmi totius mundi est hic.
- (6) Vis ejus integra est, si versa fuerit in Terram.
- (7) Separabis terram ab igne, subtile a spisso, suaviter, cum magno ingenio.
- (8) Ascendit a terra in cœlum, interumque descendit in terram et recipit vim superiorum et inferiorum.
- (9) Sic habebis gloriam totius mundi.
- (10) Ideo fugiet a te omnis obscuritas.
- (11) Hic est totius fortitudinis fortitudo fortis: quis vincet omnem rem subtilem omnemque solidam penetrabit.
- (12) Sic mundus creatus est.
- (13) Hinc erunt adaptationes mirabiles quarum modus est hic.
- (14) Itaque vocatus sum Hermes Trismegistus, habens tres partes philosophiæ totius mundi.
- (15) Completum est quod dixi de Operatione Solis.
[editar]Tábua de Esmeralda
A tradução da Tabula Smaragdina segue-se:
- (1) É verdade, certo e muito verdadeiro:
- (2) O que está embaixo é como o que está em cima e o que está em cima é como o que está embaixo, para realizar os milagres de uma única coisa.
- (3) E assim como todas as coisas vieram do Um, assim todas as coisas são únicas, por adaptação.
- (4) O Sol é o pai, a Lua é a mãe, o vento o embalou em seu ventre, a Terra é sua alma;
- (5) O Pai de toda Telesma do mundo está nisto.
- (6) Seu poder é pleno, se é convertido em Terra.
- (7) Separarás a Terra do Fogo, o sutil do denso, suavemente e com grande perícia.
- (8) Sobe da terra para o Céu e desce novamente à Terra e recolhe a força das coisas superiores e inferiores.
- (9) Desse modo obterás a glória do mundo.
- (10) E se afastarão de ti todas as trevas.
- (11) Nisso consiste o poder poderoso de todo poder:
- Vencerás todas as coisas sutis e penetrarás em tudo o que é sólido.
- (12) Assim o mundo foi criado.
- (13) Esta é a fonte das admiráveis adaptações aqui indicadas.
- (14) Por esta razão fui chamado de Hermes Trismegistos, pois possuo as três partes da filosofia universal.
- (15) O que eu disse da Obra Solar é completo.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Emerson - A Conduta para a Vida.
Emerson – A Conduta para a Vida
Há sempre lugar para o homem de vontade forte, e ele dá lugar a muitos outros. A sociedade é um exército de pensadores, e os espíritos mais sólidos que se acham entre eles alcançam os melhores postos. O homem fraco pode ver as verdades que estão cercadas e cultivadas, as casas construídas. O homem forte vê as lavouras e as casas possíveis. Seu golpe de vista cria bens, tão rapidamente como o sol engendra nuvens.
... assim o artista adormecido busca inspiração a todo custo, na virtude ou no vício, na amizade ou na inimizade,, na prece ou no vinho.
Os homens senhores de tal superabundância de sangue arterial não podem viver de nozes, de chá de ervas e de elegias; não podem ler romances e jogar o whist; não podem satisfazer todos os seus desejos nas Conferências da Quintas-feira ou no Ateneu de Boston. Anseiam por aventuras... são feitos para a alegria de uma vida cheia de sucessos.
O excesso de potência tem a mesma importância na história geral que na história industrial e particular.
... seus instintos são o dedo indicador da Providência, sempre endereçado a um bem real.
Dizemos que o êxito é uma questão de temperamento; depende de um excedente de vigor de espírito e de corpo, da capacidade de trabalho, da coragem; exerce influência capital sobre a marcha do mundo, e embora raramente o encontremos no estado desejado de artigo de comércio, porém mais comumente num estado de supersaturação ou de excesso que o torna perigoso, não prescindimos dele, e é preciso tê-lo sob essa forma, com os absorventes para neutralizar-lhe os perigos.
A classe das pessoas afirmativas monopoliza as homenagens da humanidade. Concebem e executam todas as grandes coisas. Que força não se acumulara no cérebro de um Napoleão!
Esse poder primitivo dá um prazer surpreendente quando se manifesta em condições de superior refinamento...
Deveis escolher a vossa obra; deveis escolher a que vosso cérebro pode suportar, e abandonar o resto. Só assim se acumulará aquela soma de força vital que permite transpor a distância do saber ao Poder.
Uma das frases preciosas do mundo é a resposta de Newton a quem lhe perguntava “como pudera fazer seus descobrimentos”: - “Pensando sempre neles”.
Fazer uma grande fortuna exige muito atrevimento e circunspecção, e quando a tiverdes ganho, é preciso ainda dez vezes mais espírito para a conservar.
O homem que tem essa presença de espírito que lhe pode trazer de momento tudo quanto sabe, vale pela ação de uma dúzia de indivíduos que sabem igualmente, mas só podem trazer lentamente à luz o seu saber.
... grande é o poder do hábito.
Um amigo meu que é dotado de humor, pretende que a razão da natureza mostrar arte tão perfeita em organizar crepúsculos de beleza inconcebível, é que por força de fazer tanto a mesma coisa, afinal acabou aprendendo. Não se fala melhor de um assunto de que temos experiência do que de um argumento novo?
“ A prática fez mais seres bons que a natureza”, dizia Demócrito... Não se trata de expressar nosso pensamento ou de escolher nosso caminho, mas de sobrepujar em tudo o que fazemos as dificuldades do meio e do material.
Mas aquele poder, aquele espírito, agente em que a natureza se apóia para concluir o trabalho do dia – na medida em que damos importância a vida doméstica e aos bens deste mundo, devemos respeitá-lo. E acho que lhe podemos aplicar regras, porquanto está tão sujeito como os fluidos e os gases à aritmética e às leis exatas; pode-se economizá-lo ou desperdiçá-lo; todo homem não possui eficiência senão na medida em que é receptáculo ou recipiente que contém aquela força, e jamais se realizou um feito histórico, uma obra notável, se não por sua causa. Esse poder não é o ouro, mas o fator do ouro; não é a glória, mas o ato glorioso.
Se essas forças e seu controle estão ao alcance de nossa vontade, se podemos ler suas leis, inferimos que todo êxito, toda vantagem que podemos conceber para o homem está também ao seu alcance cedo ou tarde, e tem suas próprias regras sublimes, mercê das quais podemos atingi-lo. O mundo obedece à leis matemáticas, em toda sua vasta curva movente nada é deixado ao acaso. O sucesso não é mais anormal que o linho e a musselina que tecemos com os nossos teares... A máquina do mundo é mais complexa que a máquina de tecer a chita, e o arquiteto se rebaixou menos.
A RIQUEZA
Qual dos gênios nos dirá o passado misterioso,...
... Até que surge o Espírito, a vontade sábia,
Para arrancar ao limo um mundo à sua imagem.
Então se viu emergir do caos sombrio,
O templo, a cidade, a oficina de trabalho, o armazém;
Então a nave colossal singrou o Atlântico
Para levar ao norte as árvores do trópico;
Teceu um vento poderoso, ficou a torrente rude,
A água seguiu os caminhos que a arte lhe traçou;
E o vapor, a máquina de força sempre pronta,
Obedeceu como escravo ao sonho do poeta;
Construíram-se as docas, onde as barras de metal,
Juntas aos fardos, rolaram em milhões.
Mas, embora ao pronto olvido se incline o homem,
A Matéria é fiel e paga ainda sua dívida:
Trabalha sempre para extrair do seio,
Massas, átomos, a relação, a Lei.
Ligando em segredo, por uma força obscura,
Ao espírito da criança, a alma da Natura.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Retângulo Áureo
Pitágoras (570-500 a.C.) foi um matemático grego, tendo sido também lider religioso, místico, sábio e filósofo. Nasceu em Samos, uma ilha grega na costa marítima do que hoje é a Turquia. Viajando a Mileto, uma cidade grega 50 quilômetros a sudeste de Samos, aprendeu Matemática com Tales (624-546 a.C.), considerado o fundador da Matemática grega. Segundo antigos historiadores, Pitágoras viajou para o Egito e para a Babilônia, onde é provável que tenha se encontrado com o profeta Daniel. É provável também que Pitágoras tenha estudado na Índia. Sua crença na reencarnação talvez tenha origem indiana. Um de seus contemporâneos é Buda, e é provável que Pitágoras e Buda tenham se encontrado. Em torno de 525 a.C. Pitágoras mudou-se para Crotona, uma cidade ao sul da Itália, onde fundou a Ordem (Escola) Pitagórica. Casou-se com Teano, provavelmente a primeira mulher matemática da história.
A Escola Pitagórica
O termo Escola Pitagórica se refere a uma escola filosófica no sentido histórico cuja existência se prolongou por mil anos desde sua fundação. O modo de vida e as doutrinas atribuídas a Pitágoras, provenientes de sua escola, recebem o nome de pitagorismo. Segundo historiadores, a Escola Pitagórica tinha um caráter peculiarmente duplo. Por um lado, dedicava-se a questões espirituais: os pitagóricos acreditavam na imortalidade da alma e na reencarnação e tinham a auto-reflexão como um dever consciente e imprescindível na espiritualização da vida. Por outro lado, como parte dessa espiritualização, incluía estudos de Matemática, Astronomia e Música, o que lhe imprimiu um caráter também científico, no sentido moderno da palavra. O estudo da Matemática - confundindo-se com a filosofia, pois "tudo é número" - era feito para promover a harmonia da alma com o cosmo. Dentre os princípios filosóficos que norteavam a escola pitagórica, destacam-se: a alma é imortal e reencarna-se; os acontecimentos da história repetem-se em certos ciclos; nada é inteiramente novo; todas as coisas vivas são afins; os princípios da Matemática são os princípios de todas as coisas.
Dentre os principais nomes da Escola Pitagórica destamos: Filolaus de Tarento (nasceu c. 470 a. C. e morreu c. 390 a. C.), Arquitas de Tarento (nasceu em 428 a. C. aproximadamente) e Hipasus de Metapontum (viveu por volta de 400 a. C.). O pitagorismo influenciou fortemente as obras de Demócrito de Abdera e Platão. Alguns séculos mais tarde houve uma revivência da Escola Pitagórica, e seus protagonistas passaram a ser chamados de neo-pitagóricos. Dentre esses destacamos Nicômaco de Gerasa, que viveu em torno do ano 100.
Tudo é Número
Os Pitagóricos chegaram à razoável conclusão, em seus estudos, de que "tudo são números". Essa afirmação parece ter sido fortemente influenciada por uma descoberta importante da Escola Pitagórica, a explicação da harmonia musical através de frações de inteiros.
Os Pitagóricos notaram haver uma relação matemática entre as notas da escala musical e os comprimentos de uma corda vibrante. Uma corda de determinado comprimento daria uma nota. Reduzida a 3/4 do seu comprimento, daria uma nota uma quinta acima. Reduzida à metade de seu comprimento, daria uma nota uma oitava acima. Assim os números 12, 8 e 6, segundo Pitágoras, estariam em "progressão harmônica", sendo 8 a média harmônica de 12 e 6. A média harmônica de dois números a e b é o número h dado por 1/h = (1/a + 1/b)
Pitágoras dava especial atenção ao número 10, ao qual ele chamava de número divino. Dez era a base de contagem dos gregos, e dez são os vértices da estrela de Pitágoras. "A estrela de Pitágoras" é a estrela de cinco pontas formada pelas diagonais de um pentágono regular. O pentágono regular era de grande significação mística para os Pitagóricos e já era conhecido na antiga Babilônia.
![]() | pentágono e estrela de cinco pontas: figuras de muitos significados para a Matemática e a Filosofia da Escola Pitagórica. | ![]() |
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